Banca & Finanças PS avança com propostas para ter "novo corpo normativo" sobre mercado de capitais

PS avança com propostas para ter "novo corpo normativo" sobre mercado de capitais

O líder parlamentar do PS, Carlos César, assegurou hoje que o partido apresentará em propostas na Assembleia da República para ter, em 2018, um "novo corpo normativo" que garanta que "o mercado de capitais funcione de forma mais eficiente".
PS avança com propostas para ter "novo corpo normativo" sobre mercado de capitais
Miguel Baltazar/Negócios
Lusa 27 de junho de 2017 às 10:52

"Em conjugação com as iniciativas que o Governo tem vindo a desenvolver, esforçar-nos-emos para ter em 2018 um novo corpo normativo que garanta, com maior acerto previsional, que o mercado de capitais funcione de forma mais eficiente, recuperando a confiança na relação entre aforradores, entidades bancárias, intermediários financeiros e emitentes", garantiu hoje Carlos César.

 

O socialista falava no arranque de uma conferência parlamentar, promovida pelo PS, dedicada ao sector bancário, encontro que foi organizado na sequência do processo de audições às entidades do sector promovidas pelo grupo parlamentar desde o início deste ano.

 

Carlos César sublinhou que as comissões parlamentares de inquérito ao sector bancário - o socialista falou no BPN, BES e Banif - "foram momentos que prestigiaram a Assembleia da República", assegurando "instrumentos úteis de escrutínio das actividades dos governos, dos supervisores e das entidades bancárias".

 

As comissões de inquérito identificaram, advogou o socialista, "debilidades no modelo de supervisão", e "tornou-se evidente que o Banco de Portugal regista um conflito de interesses enquanto supervisor prudencial e autoridade de resolução, em particular no pós-processo de resolução, enquanto entidade que passa a ser" a accionista da entidade em transição.

 

"Sabemos que não podemos resolver ou evitar os problemas do passado, mas podemos e devemos, em conjunto, procurar evitar que se voltem a registar os problemas já identificados. Seria impróprio de decisores políticos e dos agentes do sector ignorar essas possibilidades", realçou ainda o também presidente do PS.

 

Em paralelo com a intervenção do líder parlamentar e presidente do PS, a bancada socialista entregou aos jornalistas uma nota referindo que serão também apresentadas propostas legislativas para "melhorar a regulação e supervisão do sector bancário" já no próximo ano.

 

As propostas assentam em três "objectivos nucleares": introduzir legislação para melhor proteger os clientes e trabalhadores do sistema bancário e financeiro; garantir uma "separação clara e nítida na relação com clientes" entre a entidade que coloca títulos de dívida e os grupos que esta detém; e assegurar uma "separação clara" no regulador "entre a função de supervisão (prudencial e comportamental) e a função de resolução bancária".

 

O grupo parlamentar do PS ouviu recentemente associações de lesados, responsáveis da Associação Portuguesa de Bancos (APB), do Banco de Portugal (BdP) e da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), para além de vários especialistas da área e diversas entidades sindicais.




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mais votado Anónimo Há 3 semanas

O problema subjacente à crise de equidade e sustentabilidade é o facto de se andar a dar dinheiro a mais a muita gente que não só não cria valor algum, como por acréscimo não faz diligentemente outra coisa para além de extrair valor do Estado, da economia e da sociedade. Podem mudar as regras e conceder as ajudas todas que quiserem junto à banca de retalho e ao sector público, mas enquanto não entenderem isto a crise persistirá e terá sempre tendência a se agravar.

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Anónimo Há 3 semanas

Se a proibição do despedimento no sector da banca de retalho portuguesa não me fosse descaradamente ao bolso, eu até deixava passar. O problema é que foi, vai e continuará a ir se ninguém se opuser. É muito dinheiro em comissões e impostos que me custam muito a ganhar e a poupar. Too big to fail tem de acabar. Reduzam-se à vossa insignificância. Não se façam maiores do que aquilo que conseguem ser. Desalavanquem. Desinchem. Façam como quiserem. Parem de querer fazer de toda a gente escravos do sector bancário de retalho e seus sindicatos. Para esclavagista já nos bastava a Frente Comum e o KKK.

Anónimo Há 3 semanas

O problema subjacente à crise de equidade e sustentabilidade é o facto de se andar a dar dinheiro a mais a muita gente que não só não cria valor algum, como por acréscimo não faz diligentemente outra coisa para além de extrair valor do Estado, da economia e da sociedade. Podem mudar as regras e conceder as ajudas todas que quiserem junto à banca de retalho e ao sector público, mas enquanto não entenderem isto a crise persistirá e terá sempre tendência a se agravar.

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