Banca & Finanças PS avança com propostas para travar práticas agressivas na banca

PS avança com propostas para travar práticas agressivas na banca

Os socialistas vão apresentar no Parlamento com um conjunto de diplomas para evitar novos lesados da banca, adianta o Público esta terça-feira, 27 de Junho. A ideia é responsabilizar as instituições financeiras, mas também os clientes.
PS avança com propostas para travar práticas agressivas na banca
Hugo Correia/Reuters
Negócios 27 de junho de 2017 às 10:00

Melhorar o relacionamento do sector bancário com os clientes e eliminar práticas agressivas. É este o principal objectivo de um conjunto de 22 propostas elaboradas pelos deputados socialistas e que visam travar práticas agressivas de vendas de produtos financeiros com papel comercial e depósitos complexos aos balcões dos bancos, escreve o Público na sua edição desta terça-feira, 27 de Junho.

 

Segundo o jornal, deixará, por exemplo, de ser sificiente que os clientes assinalem com uma cruz que foram informados das condições subjacentes aos produtos que compram ou subscrevem. Vão ter de passar a escreve pela própria mão que foram informados e que aceitam o risco. Que eventualmente exista.

 

Propõe-se, igualmente, uma melhoria do questionário que cada banco faz para determinar a adequação do perfil do investidor. E, para os funcionários da banca, há também medidas, nomeadamente a que prevê que os bancos deixem de poder dar crédito aos seus trabalhadores para que estes adquiram títulos de dívida ou de capital do próprio banco ou de outro do mesmo grupo. 

 

Caso as propostas do PS passem, os funcionários também deixam de ter direito a prémios que dependam da venda de produtos de risco. 




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mais votado Anónimo Há 3 semanas

O problema subjacente à crise de equidade e sustentabilidade é o facto de se andar a dar dinheiro a mais a muita gente que não só não cria valor algum, como por acréscimo não fazem diligentemente outra coisa para além de extrair valor do Estado, da economia e da sociedade. Podem mudar as regras e conceder as ajudas todas que quiserem junto à banca de retalho e ao sector público, mas enquanto não entenderem isto a crise persistirá e terá sempre tendência a se agravar.

comentários mais recentes
Anónimo Há 3 semanas

Alguém pode explicar aos deputados "iluminados" (e já agora, também aos jornalistas) que estas propostas nada trazem de novo face à regulamentação já em vigor, nomeadamente Directivas Comunitárias?

pertinaz Há 3 semanas

ACABEM MAS É COM A UTILIZAÇÃO DO MÉTODO FRANCÊS NO CÁLCULO DAS PRESTAÇÕES DE EMPRÉSTIMOS À HABITAÇÃO...!!!

Anónimo Há 3 semanas

Se a proibição do despedimento no sector da banca de retalho portuguesa não me fosse descaradamente ao bolso, eu até deixava passar. O problema é que foi, vai e continuará a ir se ninguém se opuser. É muito dinheiro em comissões e impostos que me custam muito a ganhar e a poupar. Too big to fail tem de acabar. Reduzam-se à vossa insignificância. Não se façam maiores do que aquilo que conseguem ser. Desalavanquem. Desinchem. Façam como quiserem. Parem de querer fazer de toda a gente escravos do sector bancário de retalho e seus sindicatos. Para esclavagista já nos bastava a Frente Comum e o KKK.

Anónimo Há 3 semanas

O Jornal de Negócios, enquanto órgão de informação económica com notabilidade a nível nacional, que insista na pedagogia e no esclarecimento cabal em relação ás inevitáveis transformações urgentes que se impõem nas economias mais avançadas, às quais a portuguesa, por mais capturada e mal orientada que se afigure, não estará imune se quiser permanecer no chamado Primeiro Mundo. Na Holanda as organizações não dão guarida ao excedentarismo sindicalizado de carreira que atrasa o mais económico e eficiente progresso tecnológico, obstaculiza a justiça social, impede a sustentabilidade do Estado e enfraquece a economia por via do entorpecimento do empreendedorismo, do investimento reprodutivo e da capacidade de inovação. "Fewer people and more technology – that is the plan just announced by ING. The largest financial services company in the Netherlands is getting rid of 7,000 positions." http://www.euronews.com/2016/10/03/netherlands-bank-ing-to-cut-7000-jobs-in-digital-quest

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