Desporto PS chama Fernando Gomes ao Parlamento por causa do “clima de ódio” no futebol

PS chama Fernando Gomes ao Parlamento por causa do “clima de ódio” no futebol

O presidente da Federação Portuguesa de Futebol publicou hoje um texto de opinião em que diz que existe um “clima de ódio” no futebol português e pede ao Governo que tome medidas. O PS vai requerer uma audição com Fernando Gomes.
PS chama Fernando Gomes ao Parlamento por causa do “clima de ódio” no futebol
Miguel Baltazar
Bruno Simões 22 de setembro de 2017 às 13:20

Fernando Gomes deu um murro na mesa num artigo de opinião publicado esta sexta-feira em vários jornais, pedindo ao Governo e à Assembleia da República medidas para terminar com o "clima de ódio" que existe no futebol, que tem visado especialmente os árbitros e levado a confrontos entre adeptos. O PS leu as declarações e diz que as "acompanha com apreensão", tendo solicitado "de imediato" uma audição com o responsável.

 

De acordo com o comunicado da bancada do PS, os socialistas dizem que vão pedir "no imediato" a "audição da FPF e do seu presidente, Fernando Gomes, na Assembleia da República, procurando ir ao encontro do seu apelo para um maior envolvimento do Parlamento na correcção dos factores negativos que prejudicam a qualidade do fenómeno desportivo nesta modalidade".


A bancada parlamentar dos socialistas entende que as palavras de Fernando Gomes "devem suscitar uma profunda reflexão na sociedade" e diz-se "inteiramente disponível para ir ao encontro de melhores soluções legislativas, que acautelem as preocupações enunciadas e, muito particularmente, reforcem o combate a todas as expressões de violência no desporto, em geral, e no futebol profissional português, em particular".

 

No texto de opinião que hoje publica em diversos jornais desportivos, Fernando Gomes diz que existe um "clima de ódio" no futebol português, e diz-se especialmente preocupado com os reflexos desse ambiente junto dos árbitros e junto dos adeptos. "É uma mistura potencialmente explosiva. Temos de conseguir parar antes que seja tarde de mais", avisa, pedindo a intervenção do Governo e da Assembleia da República, além de solicitar uma intervenção mais musculada da Liga de Clubes.