Transportes PSD acusa governo de pôr investimentos estruturantes em banho-maria

PSD acusa governo de pôr investimentos estruturantes em banho-maria

Os social-democratas acusam o governo de parar investimentos em infra-estruturas rodoviárias para cumprir objectivos do défice.
PSD acusa governo de pôr investimentos estruturantes em banho-maria
Bruno Simão/Negócios
Maria João Babo 07 de Novembro de 2016 às 17:02

O PSD acusa o governo de estar a preparar-se para "por em banho-maria no próximo ano um conjunto de investimentos em infra-estruturas importantes", nomeadamente na área rodoviária.

 

No final da audição do ministro do Planeamento e das Infra-estruturas, Pedro Marques, sobre a proposta de Orçamento do Estado para 2017, o deputado social-democrata Luís leite Ramos afirmou aos jornalistas que, "mau grado todas as promessas, o país vai continuar à espera de um conjunto de investimentos estruturantes".

 

Projectos, disse, alguns dos quais já em curso, mas que "foram parados porque foi preciso ajeitar a despesa pública aos objectivos do défice".

 

Luis Leite Ramos salientou que este ano o governo cortou 430 milhões de euros no orçamento da Infraestruturas de Portugal (IP) " colocando em causa processos que estavam a decorrer", dando como exemplo a estrada nacional 14, o IC35 e um conjunto de pequenos investimentos associados ao plano de proximidade.

 

"Para além destes cortes, que são substanciais, ficamos também a saber que não consta das intenções do governo resolver problemas como a requalificação da linha de Cascais, o IC35 cujo projecto de investimento já estava a decorrer, a EN 14 e a ligação entre Coimbra e Viseu", afirmou.

 

No caso da EN14 o social-democrata recordou que foi compromisso deste governo perante uma empresa da zona da trofa, a Continental Mabor, resolver o problema desta via.

 

Relativamente aos fundos europeus, Luís leite Ramos salientou no final da audição de Pedro Marques que "o governo insiste em várias falsas verdades".

 

O social-democrata recusou que a execução de 2015 e 2014 tenha sido baixa e lembrou que o que conta nesses anos é a execução de dois programas, acusando o ministro de se referir apenas a um.

 

Em sua opinião, é na execução do programa Portugal2020 que "há falhas graves", acrescentando que as actuais taxas de execução são mais baixas do que aquelas do início do anterior programa. 




A sua opinião7
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar
comentários mais recentes
Eduardo Pires Há 1 dia

Que investimentos estruturantes fez o PSD, vendeu as empresas estratégicas publicas, que mais ninguém o fez na Europa. É a isso que chama de investimentos estruturantes? Caso esta UE impluda, o que não é muito dificil de antever, os cidadãos deste país, vão saber na realidade o que essa opção politica, representa.

André Montenegro Há 1 dia

Mas será que PSD, não sabe acusar de mais nada, senão sempre as mesmas coisas?

Anónimo Há 1 dia

O Sócrates era muito bom em "investimentos" rodoviários. Talvez o PSD o possa ter como presidente.

AMLG Há 1 dia

O que interessa é aguentar e enganar os papalvos que pensam que se está a fazer alguma coisa. São só mais 4 anos perdidos. Triste povo este!

ver mais comentários
pub
pub
pub
pub