Automóvel PSD alerta que "pior cenário" de lutas de PCP e BE é encerramento da Autoeuropa

PSD alerta que "pior cenário" de lutas de PCP e BE é encerramento da Autoeuropa

A deputada do PSD Teresa Leal Coelho responsabilizou hoje PCP e BE pela "forçada luta pelos direitos adquiridos" na Autoeuropa que, alertou, "no pior cenário, pode levar ao encerramento a prazo da fábrica".
PSD alerta que "pior cenário" de lutas de PCP e BE é encerramento da Autoeuropa
Pedro Elias
Lusa 07 de setembro de 2017 às 17:31
"No mínimo, a forçada luta pelos direitos adquiridos levará à redução da criação de postos de trabalho e, quem sabe, à extinção, de alguns existentes. Mas, pode ir mais longe e, no pior cenário, pode levar ao encerramento a prazo da fábrica e ao regresso de elevado desemprego no distrito de Setúbal, riscos pequenos para uma esquerda que tem em jogo a sobrevivência e a luta pelo poder", disse Teresa Leal Coelho.

Numa declaração política durante a reunião da Comissão Permanente da Assembleia da República, e falando sobre a situação laboral na Autoeuropa, depois da greve de dia 30 de Agosto, a dirigente e deputada social-democrata atacou PCP e BE, que, disse, "para chegar ao poder, vão simulando uma tolerância que não têm" relativamente à economia de mercado.

"E depois vale tudo. Vale destruir a económica portuguesa de forma exponencial, com danos colaterais e retrocessos, vale destruir o investimento estrangeiro de cerca de 800 milhões de euros, vale destruir a duplicação das exportações pela Autoeuropa, vale ameaçar a criação de cerca de dois mil postos de trabalho directos e indirectos", argumentou.

Teresa Leal Coelho sublinhou que um dia de greve na Autoeuropa pode acarretar prejuízos de cinco milhões de euros, com uma quebra de produção de 400 automóveis, e um "impacto negativo nas exportações nacionais".

Assinalando que "sempre houve paz laboral, as negociações entre trabalhadores e a administração da Autoeuropa chegaram sempre a bom porto", a deputada do PSD perguntou: "Porquê agora esta instabilidade?".

"O que mudou? Esta é uma greve com significado político", disse, relacionando-a ao "combate à iniciativa privada, ao modelo económico" e a "uma obsessão dos partidos de esquerda".

Teresa Leal Coelho questionou ainda a postura do primeiro-ministro, António Costa, que afirmou que não lhe caber interferir no processo negocial da Autoeuropa porque a empresa é privada e a negociação é interna.

"Também não é a Altice privada? Sobre a Altice, António Costa não se coibiu de opinar", lembrou.



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comentários mais recentes
Anónimo Há 1 semana

Dava um grande folgo ao PSD se a fábrica fechasse. Era o DIABO que Passos e a sua corja tanto desejam.

manuelfaf Há 1 semana

A mesma situação está a acontecer na Alemanha. Todos os trabalhadores são comunistas ou bloquistas, aliás 100% da população também o é. Num país em que os sindicatos fazem parte da administração, e os trabalhadores com os salários ao nível que têm e demais condições só podem ser filiados nos partidos de esquerda. Toda o norte da Europa é comuna ou bloquista. É desta vez que todas as fábricas da Alemanha vão fechar. Até acho que vão buscar alemães para trabalhar em Portugal visto que as condições de trabalhar cá são de invejar em relação a qualquer país do norte da Europa. Toda as grandes industrias europeias vão ser transferidas para o Burundi. Retirar 50% do fds da família por 40 euros durante 2 anos, não parece ser assim tanto. Julgo que sábado sim, sábado não, ou mesmo 2 sim, um não, já poderia ser um meio termo.

Anónimo Há 2 semanas

Esta ainda nem sequer percebeu que está a concorrer a Lisboa e não a Setúbal.

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