Telecomunicações PT propõe saídas a 400 trabalhadores

PT propõe saídas a 400 trabalhadores

O sindicato dos trabalhadores da PT acusa a empresa de estar a preparar a saída de mais 400 trabalhadores da direcção de atendimento ao cliente. Os contactos começaram há cerca de um mês e nunca são feitos por escrito.
PT propõe saídas a 400 trabalhadores
Pedro Elias/Negócios
Negócios 11 de agosto de 2017 às 10:05

A PT Portugal está a convidar mais de 400 trabalhadores da direcção de atendimento ao cliente para rescindirem os seus contactos de trabalho, escreve o jornal Público desta sexta-feira, 11 de Agosto.

A denúncia foi feita pelo presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Portugal Telecom, Jorge Félix. Ao Dinheiro Vivo concretiza o número exacto: 467.


"O objectivo é substituí-los por trabalhadores em ‘outsourcing’, numa situação mais precária e a ganhar menos", afirmou perante a estratégia de cortes levada a cabo pela gestão da Altice, dona da PT Portugal e, por sua vez, da operadora de telecomunicações Meo.

Segundo foi possível apurar, os contactos começaram "há cerca de um mês" e a "empresa nunca põe nada por escrito", preferindo abordagens telefónicas e pessoais.


É mais uma situação a juntar-se ao cenário laboral na PT Portugal, depois de no mês passado os trabalhadores terem levado a cabo a primeira greve em 10 anos, contra a transferência de funcionários para outras empresas, como a Winprovit ou a Visabeira – o que já aconteceu a uma centena de trabalhadores.


O sindicato diz aguardar o relatório da Autoridade para as Condições do Trabalho, que deverá chegar no final da próxima semana, e lamenta a falta de resposta do Governo sobre a situação na empresa. No documento espera-se também uma posição sobre os cerca de 300 trabalhadores espalhados pelo país, sem funções e obrigados ao cumprimento de horários.




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mais votado Anónimo Há 6 dias

Caro Jornal de Negócios, é um facto que a Altice em Poortugal, tal como outras organizações portuguesas, está de mãos e pernas atadas devido ao governo socialista, à constituição do PREC de 1976 e à legislação laboral. E isso tem feito e continuará a fazer toda a diferença pela negativa. "As empresas de telecomunicações, tal como outras companhias dos sectores tecnológicos, estão a reestruturar-se, eliminando postos de trabalho a favor da automação, e reposicionando-se em novos projectos" Fonte: “Telecommunications providers, like other tech companies, are undergoing restructuring, losing jobs to automation, and pivoting to new projects,” (Relatório da Challenger, Gray & Christmas de Março de 2017) https://www.challengergray.com/press/press-releases/2017-march-job-cut-report-cuts-rise-17-percent-telecom-retail

comentários mais recentes
Anónimo Há 6 dias

De precário a excedentário é um ápice. A tecnologia não pára e as forças de mercado também não.

Anónimo Há 6 dias

Em organizações públicas e privadas do mundo mais desenvolvido, no âmbito da gestão das organizações faz-se gestão de recursos humanos (GRH). Sem GRH, nem criação de valor ocorre nem elevação dos rendimentos de colaboradores não excedentários se dá, uma vez que os excedentários, por definição, limitam-se a extrair valor. Economias com GRH enriquecem e desenvolvem-se de forma sustentável. Ser excedentário não significa por si só que se seja criminoso ou mesmo incompetente. Ser excedentário é como estar na condição de desempregado mas a ser suportado por uma organização que emprega o desempregado. O desempregado e o excedentário são apenas uma oferta sem procura, e isso não é crime, crime é não fazer GRH. O desempregado, sem procura no mercado laboral onde oferece trabalho. O excedentário, sem procura numa dada organização empregadora que tem que o suportar prejudicando a persecução da sua missão, visão e propósito. Ambos são um problema do Estado de Bem-Estar Social e não do empregador.

Anónimo Há 6 dias

Caro Jornal de Negócios, é um facto que a Altice em Poortugal, tal como outras organizações portuguesas, está de mãos e pernas atadas devido ao governo socialista, à constituição do PREC de 1976 e à legislação laboral. E isso tem feito e continuará a fazer toda a diferença pela negativa. "As empresas de telecomunicações, tal como outras companhias dos sectores tecnológicos, estão a reestruturar-se, eliminando postos de trabalho a favor da automação, e reposicionando-se em novos projectos" Fonte: “Telecommunications providers, like other tech companies, are undergoing restructuring, losing jobs to automation, and pivoting to new projects,” (Relatório da Challenger, Gray & Christmas de Março de 2017) https://www.challengergray.com/press/press-releases/2017-march-job-cut-report-cuts-rise-17-percent-telecom-retail

Anónimo Há 6 dias

Em 2006 e no sector das telecomunicações, já se faziam despedimentos nas economias e sociedades mais avançadas, as que não perdem soberania, não vão à falência, não pedem resgates, não têm emigração forçada à saída da escola, não têm pobres full-time a ordenado mínimo, etc.: "The French telecoms operator seems to have set itself a superhuman task in ditching 17,000 jobs. It is also to cut E2bn from its other running costs. But in spreading the cuts over three years, it looks to have given itself a handy margin for error. Take the job cuts. At below 6,000 a year, they are less ambitious than Deutsche Telekom is attempting. What’s more, they represent half the number that FT managed in 2004, the last year for which full figures are available. In 2002, FT cut three times as many. And it still has stacks of dead wood to chop out" https://www.breakingviews.com/considered-view/france-telecoms-17000-job-cuts-look-modest/

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