Tecnologias Publicações no Facebook promovidas pela Rússia chegaram a 126 milhões de pessoas

Publicações no Facebook promovidas pela Rússia chegaram a 126 milhões de pessoas

Responsáveis do Facebook, Twitter e Google vão ser ouvidos pelo Congresso dos Estados Unidos sobre a forma como a Rússia usou as suas plataformas para disseminar conteúdos nas eleições dos EUA.
Publicações no Facebook promovidas pela Rússia chegaram a 126 milhões de pessoas
Reuters
Rita Faria 31 de outubro de 2017 às 12:50

Facebook, Google e Twitter preparam-se para divulgar nos próximos dias mais detalhes sobre a forma como a Rússia usou as suas plataformas antes e depois das eleições presidenciais norte-americanas de Novembro de 2016 para tentar influenciar o seu resultado.  

Só na rede social liderada por Zuckerberg, esses conteúdos disseminados pela Rússia chegaram a 126 milhões de pessoas, de acordo com o depoimento escrito da empresa que foi entregue ao comité judiciário do Senado dos Estados Unidos, antes das audições desta semana.

O documento, citado pela imprensa internacional, mostra que o Facebook acredita que 120 páginas falsas de origem russa criaram 80 mil publicações recebidas directamente por 29 milhões de americanos. Chegaram, porém, a um público maior, através das partilhas e ‘gostos’ dos utilizadores. Além disso, a Rússia terá comprado 3 mil anúncios políticos dos Estados Unidos na sua plataforma, que foram vistos por 10 milhões de utilizadores.

O The Guardian adianta que também o Twitter e a Google entregaram depoimentos escritos no Senado. A Google, que ainda não havia feito comentários sobre as suas investigações internas, diz que descobriu anúncios no valor de 4.700 dólares com ligações suspeitas à Rússia, assim como 18 canais de Youtube ligados à campanha de desinformação do Kremlin.   

Os números serão detalhados por responsáveis das tecnológicas durante as audições sobre a interferência da Rússia nas eleições, que se iniciam esta terça-feira. Hoje, vão comparecer perante o comité judiciário, e amanhã perante os comités de inteligência do Senado e da Câmara dos Representantes.

 

As audições arrancam, assim, um dia depois de a investigação liderada pelo procurador Robert Mueller ter originado as primeiras acusações.

 

Na segunda-feira, foi revelado que o antigo conselheiro de política externa de Donald Trump, George Papadopoulos declarou-se culpado de ter mentido ao FBI sobre os contactos que realizou com duas personalidades russas com ligações estreitas ao Kremlin.

 

No mesmo dia, o ex-director de campanha de Trump, Paul Manafort, e o seu sócio Rick Gates declararam-se inocentes dos 12 crimes de que são acusados, entre os quais evasão fiscal, lavagem de dinheiro e conspiração contra os Estados Unidos.  




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