Banca & Finanças Miguel Reis: Publicar a acta do BdP foi “serviço público”

Miguel Reis: Publicar a acta do BdP foi “serviço público”

Miguel Reis, advogado de pequenos investidores do BES, conseguiu através do Portal da empresa a informação que, diz, “o Banco de Portugal não quis dar”. Aos clientes não aconselha acções individuais, mas sim a avançarem em conjunto.
Filomena Lança 11 de agosto de 2014 às 16:55

"Todos os cidadãos têm o direito de informar e foi o que nós fizemos" ao publicar a acta da reunião extraordinária do Banco de Portugal que aprovou a constituição do Novo Banco, explica Miguel Reis, advogado. "A acta é pública e conseguimo-la por meios públicos, através do Portal da Empresa. Quiseram tanto ocultar informação, quando era tão fácil chegar a ela", concretiza.

 

A sociedade de advogados Miguel Reis & Associados, publicou, na sua newsletter de sexta-feira, 8 de Agosto, a acta do Banco de Portugal, com data de 3 de Agosto, pelas 21 horas. Tratou-se de um acto de "serviço público", diz o advogado. "Nós não tínhamos informação, porque o Banco de Portugal não a quis dar, e portanto fomos à procura dela".

 

A sociedade tem vindo a ser contactada por vários clientes, "pequenos investidores, muitos deles emigrantes, que foram ao aumento de capital e perderam grande parte das suas poupanças", mas há desde logo "um problema, que é a falta de informação, que prejudica a fundamentação [de uma acção judicial]".

 

"Para trabalhar este tema a sério é preciso informação" e "a regulação não pode ser o exercício de um poder totalitário", sustenta Miguel Reis. A acta obtida e tornada pública pela sociedade de advogados já dá dados que o Banco de Portugal "não quis dar", mas "continua ainda muito por se saber", lamenta.

 

O que está em causa é o Estado de direito quando se ocultam elementos essenciais à análise e informação tão importante como esta
 
Miguel Reis
Advogado

E é a "enormidade" de todo o caso BES que leva o advogado a aconselhar aos pequenos investidores que, querendo avançar para tribunal, não o façam sozinhos.

 

"O que está em causa é o Estado de direito quando se ocultam elementos essenciais à análise e informação tão importante como esta", afirma Miguel Reis.

 

"Há uma enorme desigualdade de armas, o Banco de Portugal tem muito mais dinheiro do que os pequenos investidores" e acções deste género "saem muito caras", alerta o advogado. "Para fazer isto bem feito, é preciso juntar dinheiro" e, por isso, a melhor opção é que os vários lesados se juntem e avancem em conjunto.




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mais votado Anónimo 11.08.2014

Que chovam processos contra o Banco de Portugal !!!

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Maria Há 3 dias

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Anónimo 07.01.2016

Gostaria de saber se naõ ha como rever o dinheiro quando os funcionários agem de má fé!Pois os banqueiros estaõ formando manipulador,burlador pra enganar o povo...quando que deveriamos estar fiante neles,,,eles mesmo estaõ se formar em bandidos...como podemos confiar se o gatuno esta nos bancos!

ALTRUISTA ?!?!?!?!?!?!??!?!? 14.08.2014

Tão bondoso este advogadozito de treta.....

Não sabia que ROUBAR actas ou ser BUFO é considerado "serviço publico"!

Anónimo 12.08.2014

O banco de portugal sao uma cambada de aldraboes, so querem roubar as pessoas, ocultam informação essencial para os accionistas tomarem as suas decisões.. bando de miseraveis, hao de todos sofrer com isso.

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