Media Pulitzer atribuído a investigação sobre acções de caridade de Trump

Pulitzer atribuído a investigação sobre acções de caridade de Trump

O Pulitzer para a investigação nacional foi para o trabalho do Washington Post que procurou o rasto dos fundos recolhidos por Donald Trump para obras de caridade.
Pulitzer atribuído a investigação sobre acções de caridade de Trump
Daniel Berehulak
Alexandra Machado 10 de abril de 2017 às 21:55

O New York Daily News, um jornal nova-iorquino, e o ProPublica, uma plataforma na internet especializada em jornalismo de investigação, venceram o Pulitzer de serviço público de jornalismo, de acordo com o anúncio feito esta segunda-feira, 10 de Abril.


O prémio foi atribuído pelo trabalho realizado, inicialmente pela jornalista Sarah Ryley, no qual foi descoberto que o departamento de polícia de Nova Iorque invocou abusivamente uma lei obsoleta para despejar milhares de pessoas, a maioria de minorias pobres.


De acordo com o site onde os Pulitzer são divulgados, o Chicago Tribune e o Houston Chronicle foram os outros finalistas. O prémio foi para o Daily News e Pro Publica.


O Charleston Gazette-Mail ganhou, por seu lado, o prémio de jornalismo de investigação pelos artigos sobre a utilização em massa de opiáceos em West Virginia.


David Fahrenthold, do Washington Post, garantiu o prémio de jornalismo nacional pelos relatos da campanha a Presidente de Donald Trump, realçando a entidade que atribui os prémios que este jornalista criou um modelo de jornalismo transparente na cobertura de uma campanha política. Após as primárias de Iowa, David Fahrenthold investigou o que tinha acontecido aos 6 milhões de dólares que Trump tinha amealhado para doação a veteranos, incluindo um milhão do seu próprio dinheiro. Fahrenthold, conta o Washington Post, descobriu rapidamente que o candidato tinha deixado de distribuir o dinheiro. Foi o início de uma investigação mais alargada ao destino dos fundos que Trump recolheu para caridade. O jornalista aproveitou as redes sociais, em particular o Twitter, para pedir aos seus seguidores que o ajudassem nesta investigação.

O New York Times ganhou, por seu lado, o prémio para o jornalismo internacional, com os artigos escritos sobre os esforços do presidente russo, Vladimir Putin, para projectar a Rússia internacionalmente.

O prémio de notícia de última hora foi para o East Bay Times pela cobertura do incêndio que matou 36 pessoas. E os de fotografia foram atribuídos a Daniel Berehulak, freelancer, na categoria última hora, por uma foto tirada nas Filipinas, e a E. Jason Wambsgans, do Chicago Tribune, por uma série de fotografias de um rapaz de 10 anos e a sua mãe  que tentam recompor-se de um tiroteio em Chicago.

Os Pulitzer são atribuídos desde 1917. Mais de 2.500 candidaturas foram submetidas para os prémios deste ano, que estavam a concorrer em 21 categorias.




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