Media Quanto paga a Altice para ficar com a TVI?

Quanto paga a Altice para ficar com a TVI?

A Altice foi longe no preço oferecido pela Media Capital. A empresa é avaliada em 440 milhões de euros. Tem uma dívida de 100 milhões.
Quanto paga a Altice para ficar com a TVI?
Miguel Baltazar
Alexandra Machado 14 de julho de 2017 às 10:04
A Altice e a Prisa comunicaram o negócio de compra da Media Capital por um valor da empresa de 440 milhões de euros.

Este valor implica que a Prisa receba pela venda de quase 95% da sua posição na Media Capital um valor superior a 320 milhões de euros, de acordo com o comunicado da Prisa. Além disso, implica a assumpção da dívida da Media Capital que atinge 100 milhões de euros.

"A aquisição avalia a Media Capital com um valor de empresa de 440 milhões de euros", incluindo a dívida e os ajustamentos no fundo de maneio, diz um comunicado da Altice que garante que o impacto desta operação seja imediato ao nível do "free cash flow" da francesa. 

De acordo com as contas trimestrais da Media Capital, o passivo é de 170 milhões. Para um endividamento líquido de quase 100 milhões de euros.

Se considerado todo o valor empresarial implícito na operação, a Altice está a pagar tendo em conta um múltiplo de quase 10 vezes o EBITDA. Em 2016, a Media Capital teve um EBITDA de 41,5 milhões de euros.

Os valores do negócio que estavam a ser falados eram em torno dos 450 milhões de euros, o que os analistas consideravam elevado. 

Além do valor que terá de pagar à Prisa, pelos 94,69% que os espanhóis detêm, a Altice teve de lançar uma OPA obrigatória, na qual se propõe comprar os 5% remanescentes. O que avalia esta compra da posição de minoritários em 11,5 milhões de euros. A maior parte da posição dos minoritários está concentrada no caixa económica galega NCG Banco, que detém 5% dos 5,13% ainda dispersos no mercado.

Tendo em conta os 2,5546 euros oferecidos pela Altice, a Media Capital ficaria avaliada em 215,9 milhões de euros. 

A Prisa já fez saber que deverá ter menos-valias nas contas individuais de 81 milhões de euros e nas consolidadas de 69 milhões.




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mais votado Anónimo 14.07.2017

Para entender a crise de equidade e sustentabilidade que tem afectado as economias desenvolvidas e posto territórios como os de Portugal e Grécia nas más bocas do mundo, é fundamental perceber que para uns serem excedentários ou pagos acima do preço de mercado, outros têm que pagar mais caro quando consomem bens e serviços, pagar mais taxa de imposto quando são tributados, obter menor retorno sobre o investimento quando investem, poupar menos quando aforram, ser pior remunerados, abaixo do seu preço de mercado, quando oferecem trabalho com real procura...

comentários mais recentes
Mario 14.07.2017

Paga muito mais do que devia, isso é dado assente. A realidade do mundo parece ser a que alguém escreveu. Quem pode mudar, não quer e quem quer, não pode. De uma forma ou outra, no fim, vamos todos numa descarga de autoclismo. Ontem foi o Amorim e muitos mais, hoje outros seguirão. As descargas não param nunca, mesmo em sociedades ricas o que é extraordinário.

Anónimo 14.07.2017

Economias, sociedades e culturas mais ricas e desenvolvidas têm os investidores activistas. Poortugal fica-se pelos governadeiros activistas. Triste realidade.

Anónimo 14.07.2017

Para entender a crise de equidade e sustentabilidade que tem afectado as economias desenvolvidas e posto territórios como os de Portugal e Grécia nas más bocas do mundo, é fundamental perceber que para uns serem excedentários ou pagos acima do preço de mercado, outros têm que pagar mais caro quando consomem bens e serviços, pagar mais taxa de imposto quando são tributados, obter menor retorno sobre o investimento quando investem, poupar menos quando aforram, ser pior remunerados, abaixo do seu preço de mercado, quando oferecem trabalho com real procura...

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