Indústria Queda da produção industrial em Portugal em linha com a Zona Euro

Queda da produção industrial em Portugal em linha com a Zona Euro

A produção industrial na Zona Euro recuou 0,3% em Fevereiro penalizada pela energia. Em Portugal, a evolução foi a mesma. Na UE, a produção da indústria recuou igualmente, ainda que ligeiramente menos: 0,2%.
Queda da produção industrial em Portugal em linha com a Zona Euro
Paulo Duarte
Ana Laranjeiro 11 de abril de 2017 às 10:41

Depois de em Janeiro a produção industrial em Portugal ter crescido acima da média da União Europeia, em Fevereiro a produção das fábricas quer da União Europeia, quer da Zona Euro, derrapou para terreno negativo. No segundo mês de 2017, a produção industrial caiu 0,3% face ao mês anterior na Zona Euro, de acordo com os dados revelados esta terça-feira, 11 de Abril, pelo Eurostat. No caso da União Europeia, a queda foi de 0,2% em Fevereiro face a Janeiro.

Em ambos os casos, a queda registada pelo sector energético foi determinante para esta evolução. No caso da Zona Euro, a energia recuou 4,7% em Fevereiro. E na União Europeia, esta componente desceu 3,9%.

Em Portugal a produção industrial caiu 0,3% no segundo mês de 2017, estando assim em linha com o comportamento na Zona Euro e ligeiramente acima do registado pela União Europeia. Finlândia e Espanha viram a sua produção industrial recuar igualmente 0,3% em Fevereiro. Todavia, a maior queda registada no âmbito da União Europeia foi protagonizada pela Irlanda, cuja produção industrial tombou 15,5% em Fevereiro, seguida pela França, cuja produção diminuiu 1,6%. Do lado oposto da tabela, a maior subida foi registada pela Bulgária e pela Eslovénia – nos dois casos a produção da indústria aumentou 3,6%.

Olhando para a comparação anual, a produção industrial cresceu 1,2% na Zona Euro e 2,1% na União Europeia em Fevereiro face ao mesmo período de 2016. No caso dos países que compõem a união monetária, esta evolução foi impulsionada pelo comportamento do sector da energia (que avançou 2,4%) e pelo segmento dos bens de consumo duradouros (que cresceram 2%).

Já União Europeia, o crescimento de 2,1% foi impulsionado pelos bens de capital (que subiram 2,5%), pelos bens de consumo duradouro (que avançaram 2,4%).


No caso de Portugal, em termos homólogos, a produção das fábricas nacionais cresceu 2%, ficando acima da média da Zona Euro e ligeiramente abaixo da média da União a 28.




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