Empresas "As rendas excessivas foram criadas por um Governo do PS"

"As rendas excessivas foram criadas por um Governo do PS"

"É muito interessante que o Partido Socialista esteja preocupado com as rendas excessivas", ironizou Álvaro Santos Pereira, após ser criticado por alguns deputados pela ausência de medidas para conter os custos do sector eléctrico.
Miguel Prado 18 de abril de 2012 às 12:22
O ministro da Economia, Álvaro Santos Pereira, disse no Parlamento que "é muito interessante que o Partido Socialista esteja preocupado com as rendas excessivas [no sector eléctrico], que foram criadas por um Governo que, por acaso, foi… do Partido Socialista".

Foi desta forma que Álvaro Santos Pereira respondeu a críticas que lhe foram dirigidas por parte do PS, na comissão parlamentar de Economia e Obras Públicas, a propósito de não terem ainda sido concretizadas medidas para reduzir os custos do sistema eléctrico e poupar a factura que é suportada pelas famílias e empresas.

O ministro da Economia, que já havia indicado que “o Governo continua totalmente empenhado em diminuir os custos do sistema eléctrico”, reiterou que as medidas em que o Governo está a trabalhar neste domínio abrangem a garantia de potência, a redução de apoios à cogeração e a redução de sobrecustos das energias renováveis.

Álvaro Santos Pereira não avançou qualquer pormenor sobre os custos de manutenção do equilíbrio contratual (CMEC), rubrica dos custos do sistema eléctrico que tem como único interlocutor a EDP e que foi identificada num relatório do Governo como a maior fonte de “rendas excessivas” (avaliadas, nos CMEC, em 165 milhões de euros por ano).

O ministro da Economia também se referiu às parcerias público-privadas (PPP), notando que o “travão” concretizado pelo Governo permitirá “uma poupança de mais de mil milhões de euros ao erário público”. Álvaro Santos Pereira disse ainda que “as renegociações com as concessionárias levarão a uma poupança muito significativa para os portugueses”.

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mais votado Eduardo 18.04.2012

Claro que o PS está incomodado! Duarnte mais de 4 anso de maioria absoluta nada fez, antes pelo contrário, para reduzir as rendas ecessivas. Durante o segundo mandato do viga-rista Sócrates, idem! Agora exigem a revogação do que andaram a fazer durante anos, enquanto governo. O PS's são mesmo uns pate-tas!

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Anónimo 25.07.2013

Volta Socrates estás perdoado, disseste que as dividas não são para pagar são para gerir.

Nichix 18.04.2012

e isso legitima o menino/ministro a nada fazer ?
desloque o rabinho do conforto e mexa-se homem.
leve a tribunal se necessário essa alcateia de ladrões autorizados. mexa-se e justifique o conforto do seu ordenado, pago com uma parte dos meus impostos.

Esta afirmação do ministro Álvaro Santos Pereira 18.04.2012


Sem dúvida que as negociatas das rendas dos Contratos das Parcerias Publico-Privadas (PPP's), foram cozinhadas pelo vígaro ex-PM Pinócrates, invariavelmente com prejuízo para o Estado, isto é, para a bolsa dos contribuintes e com especial favorecimento para a construtora MOTA-ENGIL, com a parte privada contraente, liderada, como se sabe, pelo ex-ministro socialista JORGE COELHO.

Sem dúvida.

Porém, essa não é a questão !
A verdadeira questão que se põe e de que os portugueses não irão abdicar, por nada (!), é a duplicidade de critérios e os dois pesos e duas medidas do PM PASSOS COELHO, que não teve pejo, por um lado, em atacar os mais fracos, isto é, em pisar aos pés a legalidade dos Contratos de Trabalho, que consignavam a obrigatoriedade do pagamento dos subsídios e, por outro lado, com uma cobardia política patente, por medo de enfrentar os "lobbies" constituidos dos mais fortes, não buliu nas ditas rendas dos contratos das PPP's, alegando que a legalidade dos contratos das PPP's o impediam de actuar.

Ou seja, para o PM PASSOS COELHO apenas há legalidade quando lhe convém !

Esta é que é a verdadeira questão, meu caro Álvaro Santos Pereira, e você sabe-o melhor do que ninguém.
Portanto, deixe-se de demagogias baratas que apenas servem para enganar os incautos e desinformados.

E creia firmemente, senhor ministro, não me movem quaisquer conotações partidárias, deste ou daquele Partido, ao escrever o que escrevi.

1ab 18.04.2012

Sinceramente este tipo já me dá pena ouvi-lo e lê-lo, coitadinho!.... Disto também tínhamos por cá, não precisávamos de "importar", mas enfim funciona a idiologia.....

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