"Hedge fund" ganha milhões com queda do Barclays
23 Janeiro 2009, 11:38 por Ana Luísa Marques | anamarques@negocios.pt
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Um dos mais bem sucedidos "hedge funds" de Londres ganhou 12 milhões de libras em apenas quatro dias ao apostar na queda das acções do Barclays, noticiou o "The Guardian". O Lansdowne Partners fez também enormes ganhos com a queda dos títulos do Northern Rock. Este caso renova a controvérsia em torno desta estratégia, uma semana após ter sido levantada a proibição de "short selling" no Reino Unido.
Um dos mais bem sucedidos "hedge funds" de Londres ganhou 12 milhões de libras em apenas quatro dias ao apostar na queda das acções do Barclays, noticiou o "The Guardian". O Lansdowne Partners fez também enormes ganhos com a queda dos títulos do Northern Rock. Este caso renova a controvérsia em torno desta estratégia, uma semana após ter sido levantada a proibição de "short selling" no Reino Unido.

Em apenas quatro dias o "hedge fund" Lansdowne Partners ganhou 12 milhões de libras ao apostar na queda das acções do Barclays. De acordo com o jornal britânico "The Guardian", o "hedge fund" vendeu acções do banco na passada sexta-feira – dia em que os títulos perderam mais de 24% - e voltou a comprá-las outra vez na quarta-feira. Entre sexta e quarta-feira, as acções caíram mais de 32%.

Na passada sexta-feira, a Autoridade de Serviços Financeiros britânica levantou a proibição de "short-selling", que tinha sido estabelecida em Setembro para proteger as acções do HBOS. O banco estava na altura a ser alvo de uma oferta pública de aquisição por parte do Lloyds.

Apesar da forte queda das acções do Barclays, do Royal Bank of Scotland e do Lloyds Banking Group, a Autoridade de Serviços Financeiros (FSA, sigla em inglês) defende que a culpa não é do "short-selling".

No entanto, desde sexta-feira, as acções do Lloyds caíram mais de 52%, as do Royal Bank of Scotland perderam mais de 66% e as do Barclays mais de 47%.

Só na segunda-feira, o Lloyds caiu mais de 39% e o Royal Bank of Scotland mais de 71%.

O levantamento da proibição de "short selling" está a levantar polémica entre a FSA e o Governo britânico, já que o ministro das Finanças, Alistair Darling, defende que a proibição deve permanecer.

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