"Preço do aumento de capital não é definido numa folha de cálculo"
18 Novembro 2011, 10:22 por Rita Faria | afaria@negocios.pt, Miguel Prado | miguelprado@negocios.pt
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O presidente da Galp Energia, Manuel Ferreira de Oliveira, reiterou que a operação de aumento de capital no Brasil foi positiva para a Galp, referindo que o encaixe da operação reflecte o valor justo para um negócio com muita complexidade .
“O preço não é definido numa folha de cálculo. É definindo discutindo com quem tenha dinheiro para pôr em cima da mesa”. Foi com esta frase que o CEO da Galp, Manuel Ferreira de Oliveira, justificou que o encaixe do aumento de capital no Brasil tenha ficado abaixo das expectativas do mercado.

“Se estivéssemos só a vender activos vendíamos por maior valor”, referiu o gestor. Mas, acrescentou Ferreira de Oliveira, o que esteve em causa foi chamar um parceiro, a Sinopec, para estarem disponíveis para continuar a investir nas operações brasileiras da Galp. “Eles terão de fazer esta viagem connosco”, assinalou o presidente da Galp, no Hora H do Negócios.

Segundo Ferreira de Oliveira, a Galp vive actualmente em bolsa algo penalizada por uma oferta de acções superior à procura, decorrente de uma tendência de venda por parte de alguns investidores que ficaram desagradados com o negócio realizado no Brasil.

O presidente executivo da Galp está, contudo, confiante no futuro da empresa, depois do encaixe de 5,2 mil milhões de dólares (3,8 mil milhões de euros), que mais do que cobre a dívida líquida actual da Galp. “Pergunto: Quantas empresas haverá hoje com uma dívida negativa? A Galp é uma empresa sólida, que sabe para onde vai”, afirmou.

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