PME Raize quer entrar na bolsa portuguesa em 2018
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Raize quer entrar na bolsa portuguesa em 2018

A fintech portuguesa Raize anunciou que está a preparar a entrada na bolsa portuguesa. A intenção da empresa passa por concretizar esse objectivo já no próximo ano.
Raize quer entrar na bolsa portuguesa em 2018
Miguel Baltazar/Negócios

Através de comunicado, a portuguesa Raize revelou esta quarta-feira, 15 de Novembro que pretende entrar na bolsa nacional já no próximo ano. Na nota a que o Negócios teve acesso, a fintech diz que "está em planos para colocar as suas acções em bolsa já em 2018".

 

"O objectivo é abrir a plataforma a mais investidores nacionais e aumentar a capacidade de investimento nas empresas portuguesas. A Raize já iniciou contactos junto da Euronext Lisbon", pode ainda ler-se na nota.


A fintech que gere a maior bolsa nacional de empréstimos a pequenas e médias empresas (PME) nota que conta actualmente com mais de 14 mil investidores num total superior a 500 operações de mercado, tendo já providenciado mais de 10 milhões de euros em financiamento "para ajudar empresas a investir e reforçar a sua tesouraria".

 

No comunicado referido, José Maria Rego, administrador da empresa, refere que "a Raize está totalmente preparada para este novo desafio, tanto ao nível do modelo de negócio como da capacidade de cumprimento de todos os requisitos". Lembra ainda que actualmente a empresa já é supervisionada pelo Banco de Portugal e que ao passar a estar cotada em bolsa ficará também sob escrutínio da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

 

A Raize explica que a entrada na bolsa nacional será executada num dos mercados da Euronext Lisbon, o Euronext Acess ou o Euronext Growth, sendo que a oferta será orientada para investidores de retalho e institucionais. E especifica que a oferta "carece de aprovação de prospecto por parte da CMVM, uma vez que o valor da oferta será inferior a 5 milhões de euros".

 

Em 2017, o volume de actividades da Raize aumentou mais de 150%, acrescenta na nota em que assegura que esse "crescimento é para manter".

"Somos hoje um dos financiadores de referência das micro empresas em Portugal e uma das melhores alternativas de investimento para particulares. Vamos continuar a inovar no mercado, a lançar novos serviços o que nos vai ajudar a manter este ritmo de crescimento e ganhar ainda mais quota de mercado", diz José Maria Rego que fez consultoria para o Banco de Portugal.

A Raize aproveita assim as oportunidades decorrentes da entrada em vigor, a partir de Janeiro, da nova regulação para o sector da banca em Portugal, que garante novas possibilidades para empresas da área tecnológica que passarão a poder aceder aos dados financeiros dos clientes bem como dispor de serviços concorrenciais à banca.


As fintech são uma área ampla que se divide em vários campos de actuação. As fintech tem vindo a crescer significativamente nos últimos anos e a transformar a relação das pessoas com a banca. Uma área que se pauta por métodos alternativos de financiamento. A bolsa de empréstimos Raize enquadra-se neste segmento. Esta plataforma permite que uma empresa obtenha capital através de vários investidores. Todas as transferências, cobranças e empréstimos nesta bolsa são geridos por uma instituição de pagamentos autorizada e supervisionada pelo Banco de Portugal.

(Notícia actualizada às 18:28)



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mais votado Anónimo Há 4 semanas

Corajosos e esforçados visionários. Mas escolham outra praça financeira para cotar. Não se iludam com centenices.

comentários mais recentes
Sai pirâmide Há 4 semanas

Para muitos ressabiados o BCP não presta, estas é que são boas mas é preciso entrarem em bolsa para sacarem e enorme quantia de 5M. Se fosse boa qualquer um aí da praça metia até mais. Como é costume nacional, quando lá cair dinheiro 1º saca-se o que se investiu e depois faz-se um aumento de capital

AÇÕES A 0.02 CÊNTIMOS Há 4 semanas

Mesmo assim não entro, devem estar a sonhar alto

Vou també por o meu café na Bolsa Há 4 semanas

Temos sandes, cerveja e bifanas. E também será uma operação inferior a 5 milhões. Só que não temos amigos jornalistas que nos façam o frete de plantar noticias irrelevantes nos jornais.

Anónimo Há 4 semanas

Corajosos e esforçados visionários. Mas escolham outra praça financeira para cotar. Não se iludam com centenices.

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