Tecnologias Receitas anuais da Apple caem pela primeira vez desde 2001

Receitas anuais da Apple caem pela primeira vez desde 2001

A tecnológica liderada por Tim Cook reportou números para o quarto trimestre que agradaram ao mercado, com as acções a dispararem mais de 3%. No entanto, quando os valores começaram a ser bem digeridos, observou-se uma queda das vendas, a título anual, o que não acontecia há mais de uma década. Os títulos reagiram a cair mais de 1%.
Receitas anuais da Apple caem pela primeira vez desde 2001
Reuters
Carla Pedro 25 de Outubro de 2016 às 22:19

Quatro minutos depois da euforia inicial, as cotações da Apple negociavam no vermelho, no mercado fora que funciona após o fecho da sessão regular, depois de a tecnológica ter reportado os resultados do quarto trimestre – importantes por darem também o panorama para todo o exercício fiscal de 2016.

 

Assim que a empresa reportou, após o fecho da bolsa, um lucro por acção de 1,67 dólares no seu quarto trimestre fiscal, terminado a 24 de Setembro, as acções – que tinham fechado a sessão regular do mercado a subir 0,5% para 118,25 dólares esta terça-feira – dispararam 3,2%.


Isto porque apesar de o lucro por acção ter descido face aos 1,96 dólares reportados um ano antes (uma queda de 19% no resultado líquido, que se cifrou em 9 mil milhões de dólares), ficou acima dos 1,66 dólares esperados pelo consenso do mercado.

 

Já as receitas do quarto trimestre caíram 9%, em termos homólogos, para 46,9 mil milhões de dólares - ficando assim exactamente em linha com o previsto pelos analistas.

 

Mas quatro minutos depois já as acções da empresa da maçã caíam mais de 1%, pois apesar de a Apple prever vendas acima do esperado (entre 76 e 78 mil milhões de dólares, contra os 75,3 mil milhões esperados pelos analistas) para o trimestre em curso [que é o seu primeiro trimestre fiscal e que abrange o período natalício], anunciou que as vendas do ano desceram 8% para 215,6 mil milhões de dólares.

 

Desde 2001 que a tecnológica não apresentava uma queda da facturação anual, o que mostra que a empresa está mais pressionada para encontrar o seu próximo produto vedeta depois de o iPhone 7 não ter sido uma estrela por ter muitas semelhanças com o seu antecessor.

 

Apesar de no quarto trimestre terem sido vendidos 45,5 milhões de iPhones – acima dos 45 milhões projectados pelos analistas inquiridos pela Bloomberg –, em termos anuais registou-se um recuo de 5%.

Ainda assim, Tim Cook mostrou-se optimista. O CEO da Apple disse estar "arrepiado com a resposta dos clientes" aos novos iPhones.




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