Telecomunicações Receitas da Vodafone em Portugal estabilizam com aumento de clientes do fixo

Receitas da Vodafone em Portugal estabilizam com aumento de clientes do fixo

De Abril a Setembro deste ano a Vodafone teve receitas totais de 495 milhões de euros, um aumento de 0,6% face a 2015. O aumento de 23% de clientes fixos para 550 mil contribuiu para os resultados.
Receitas da Vodafone em Portugal estabilizam com aumento de clientes do fixo
Bruno Simão/Negócios
Sara Ribeiro 15 de Novembro de 2016 às 08:15

A Vodafone Portugal fechou o seu primeiro semestre fiscal, findo em Setembro, com receitas totais de 494,5 milhões de euros. Este valor, que inclui os proveitos dos serviços fixos, móveis, roaming e vendas de equipamentos, representa um aumento de 0,6% face ao mesmo período do ano passado.


Os proveitos de serviços (fixo e móvel) atingiram 457,6 milhões de euros, o que representa um aumento de 1,2%. Tendo em conta os dados do segundo trimestre fiscal, este indicador subiu 2,2% para 236,9 milhões de euros, registando, assim, um crescimento pelo "quarto trimestre consecutivo", sublinha a operadora.

De acordo com o comunicado enviado pela Vodafone Portugal, considerando "o efeito das tarifas de terminação móvel da voz", as receitas de serviço "teriam subido, neste trimestre, 2,9%". Estas tarifas consistem no preço que um operador paga a outro quando o seu cliente liga para um utilizador de outra rede.

A operadora justifica a evolução das receitas com "uma maior resiliência do segmento móvel, impulsionado pelos dados móveis e pela sazonalidade associada ao período de Verão", bem como com o crescimento do segmento fixo.

No final de Setembro a Vodafone Portugal tinha 546,5 mil clientes do fixo, o que representa um aumento de 23,1% face a 2015. Deste total, a larga maioria (493 mil) são clientes de banda larga, um aumento de 23,1% face a Setembro de 2015.

A operadora tem reforçado a sua aposta neste segmento, através de preços competitivos e do investimento na expansão da rede. Durante o segundo trimestre fiscal a operadora alargou a cobertura da sua rede de fibra óptica a 2,5 milhões de casas e empresas, superando "os 37 mil Km", detalha.

Já no segmento móvel a tendência continua a ser decrescente. No final de Setembro a Vodafone Portugal somava 4,8 milhões de clientes, uma queda de 2,9% face ao ano anterior, em linha com a evolução registada no trimestre anterior.
 
A receita média por utilizador (ARPU) neste segmento recuou de 12,4 euros para 12,1 euros com a maior queda a sentir-se na modalidade pré-pago ao cair de 7,5 para 6,9 euros. As ofertas com contrato fecharam o segundo trimestre fiscal com um ARPU de 20,2 euros, uma queda face aos 21,5 euros registados no período homólog.

No que diz respeito à rede 4G, a empresa sublinha que no segundo trimestre, "é já superior a um milhão, fruto de um acréscimo de 124% " face ao mesmo período do ano anterior, "enquanto a penetração de smartphones no total da base de clientes sobe para 63,2%".

Para o presidente executivo da operadora, Mário Vaz, os resultados são o "reflexo de um posicionamento estratégico diferenciador num sector cada vez mais competitivo e convergente. O serviço móvel apresenta uma progressiva recuperação, permitindo à Vodafone manter a sua posição de relevo nesse segmento, e no negócio fixo, em particular na TV por subscrição, a Vodafone tem vindo a reforçar sistematicamente a sua quota de mercado".

(Notícia actualizada às 11:50 com mais informação)




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comentários mais recentes
DRAGÃO DE HONRA Há 2 semanas

Folgo em saber este crescimento sustentado da Vodafone, que é de longe a melhor operadora em Portugal.
Há um ano que sou cliente (após 13 anos de martírio com a TV Cabo/ZON/NOS) e, na verdade, só posso elogiar esta empresa.
Claro que tem (muitos) problemas no seu relacionamento com os clientes, sobretudo com aqueles que pagam (como eu) uma factura mensal de 120 euros.

Na verdade, as lojas de atendimento ao público não estão minimamente preparadas para essa função.
Quando não há rudeza no tratamento, existe (sempre) uma enorme falta de conhecimento, tanto na vertente técnica (não sabem responder às questões mais básicas) como no aspecto informativo.
Exemplo: "quantos canais posso gravar em simultâneo e continuar a ver outro canal de televisão?..." Nunca encontrei quem me soubesse responder. E no entanto, com essa resposta correcta desarmavam por completo a concorrência! Porque a resposta é: "pode gravar canais enquanto as 500 horas de gravação estiverem livres!..."

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