Telecomunicações Receitas da Vodafone Portugal crescem 4,6% até Junho

Receitas da Vodafone Portugal crescem 4,6% até Junho

De Abril a Junho deste ano, as receitas totais da operadora liderada por Mário Vaz cresceram 4,6% para 246 milhões de euros. O segmento fixo continua a impulsionar o desempenho da empresa, tendo alcançado 604 mi clientes.
Receitas da Vodafone Portugal crescem 4,6% até Junho
Pedro Elias/Negócios
Sara Ribeiro 21 de julho de 2017 às 08:15

A Vodafone Portugal terminou o primeiro trimestre fiscal, de Abril a Junho, com receitas totais de 246 milhões de euros, um valor que inclui a alteração às taxas de interligação intragrupo, e que representa um crescimento de 4,6%.

Tendo em conta só os proveitos dos serviços de telecomunicações - excluindo, por exemplo, a venda de equipamentos - as receitas situaram-se em 232 milhões de euros, um aumento de 5,4%.

O crescimento do negócio fixo continua a impulsionar as contas da operadora liderada por Mário Vaz, com a base de clientes deste negócio a aumentar 15,9% para 604 mil.

Pelo contrário, o segmento móvel continua em queda, tendo a Vodafone Portugal registado um recuo de 2,4% no número total de clientes móveis que no final de Junho se situava em 4,6 milhões.

Para Mário Vaz (na foto), CEO da operadora, "o crescimento orgânico da empresa, o reforço da sua posição competitiva e a satisfação dos clientes testemunham a credibilidade e o sucesso da aposta da Vodafone no mercado português".

O gestor relembra, em comunicado, ainda que "no início do processo de convergência, a Vodafone contabilizava apenas 40 mil clientes de TV. Hoje, mais de meio milhão de clientes legitima a superioridade do nosso serviço de televisão de última geração".

Receitas acima do esperado

 

A nível global, a Vodafone anunciou que as receitas orgânicas aumentaram 2,2% no primeiro trimestre fiscal, superando as estimativas dos analistas que apontavam para uma manutenção da taxa de crescimento no ritmo dos três meses anteriores (+1,5%). As receitas orgânicas excluem o impacto da venda de equipamentos, sendo que no total a Vodafone obteve receitas de 10,3 mil milhões de euros no trimestre.

 

No mercado europeu a operadora britânica alcançou um crescimento de receitas mais modesto (0,8%), que foi compensado sobretudo pelo desempenho mais forte no mercado asiático.

 

"Tivemos um bom arranque de ano", afirmou o CEO Vittorio Colao, citado pela Bloomberg, mostrando confiança que as estimativas da empresa para a totalidade do ano vão ser atingidas. O CEO destacou o aumento do número de clientes na Europa no segmento de telecomunicações móveis e fixas, bem como o desempenho positivo em países como a Turquia e África do Sul.

 

O mercado está a reagir em alta aos números reportados pela empresa, com as acções a ganharem um máximo de 2,8%, o que representa a valorização mais acentuada em dois meses.

 

(notícia actualizada às 8:45 com resultados globais)




A sua opinião2
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar
comentários mais recentes
Anónimo 21.07.2017

Voadafone é uma sombra do seu passado Telecel. Mario Vaz é um erro de gestão. É preciso ser muito mediocre para não aproveitar o provincialismo da NOS e a mediocridade da Altice para não crescer. Volta Coimbra.

Anónimo 21.07.2017

À custa das alteracoes de tarifarios que fazem é assim que aumentam os lucros

pub