Banca & Finanças Reclamação de créditos junto da ESI e Rioforte novamente adiada até Maio de 2017

Reclamação de créditos junto da ESI e Rioforte novamente adiada até Maio de 2017

31 de Outubro. Era este o prazo para que os créditos fossem reclamados junto das sociedades de topo do Grupo Espírito Santo. Mais uma vez, o Banque Privée levou a uma extensão do prazo.
Reclamação de créditos junto da ESI e Rioforte novamente adiada até Maio de 2017
Miguel Baltazar
Diogo Cavaleiro 17 de Outubro de 2016 às 08:15

O prazo limite para a entrega de reclamações de crédito nas insolvências da Espírito Santo International e da Rioforte, empresas do antigo Grupo Espírito Santo, foi novamente adiado.

 

"Os curadores da insolvência pedem aos credores para preencher as reclamações até 31 de Maio de 2017". É mais um adiamento de um prazo que, inicialmente, estava agendado para 14 de Novembro de 2014. A extensão do período, para lá de 31 de Outubro, já era uma possibilidade em aberto que agora se efectiva.

 

Em relação à Espírito Santo Control, empresa que era detida pelos principais membros da família Espírito Santo e de onde saíam as ramificações para as restantes empresas do GES, não é já possível fazer estas reclamações.

 

Mais uma vez, a justificação para adiar o prazo das insolvências da ESI e Rioforte prende-se com um pedido dos liquidatários do Banque Privée Espírito Santo, banco suíço que pertencia ao grupo, para que não termine, já, o prazo de reclamação. O objectivo é que haja uma forma conjunta de reclamação dos clientes do Privée. 

 

"Os clientes do Banque Privée Espírito Santo que queiram preencher a reclamação nas insolvências no Luxemburgo devem contactar os liquidatários do Banque Privée Espírito Santo para obterem mais informação sobre as formalidades do processo. Até que tais formalidades sejam totalmente definidas e comunicadas pelos liquidatários do Banque Privée, os curadores [insolvências da ESI] pedem aos clientes do Privée que não enviem as reclamações para as insolvências no Luxemburgo, já que tais reclamações correm o risco de estar incompletas", pedem os curadores no Luxemburgo.

Apesar deste adiamento, haverá já, esta semana, a primeira verificação dos créditos privilegiados destas empresas. Neste momento, há já cerca de 8.000 milhões de euros reclamados nas insolvências destas empresas do GES. 

O adiamento acaba por atrasar os processos de recuperação dos montantes. A Pharol tem 897 milhões de euros a reclamar junto da Rioforte. Também da lista constam os clientes do BES que, aos seus balcões, compraram papel comercial da ESI e Rioforte.




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Anónimo Há 2 semanas

Que mega burla, muitos envolvidos, quantos presos...ZERO SERÁ ATÉ AO FIM...muitos lesados nunca receberão nada.

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