Empresas Rede de bicicletas de Lisboa completamente operacional em Setembro

Rede de bicicletas de Lisboa completamente operacional em Setembro

O projecto-piloto arrancou esta quarta-feira no Parque das Nações e tem a duração de quatro semanas. Depois, começa a ser instalada a restante rede, começando pelas Avenidas Novas e Alvalade.
Rede de bicicletas de Lisboa completamente operacional em Setembro
EMEL
André Cabrita-Mendes 21 de junho de 2017 às 13:44

A rede de bicicletas partilhadas de Lisboa será concluída até ao início de Setembro. O objectivo da Empresa Municipal de Mobilidade e Estacionamento (EMEL) é instalar nos próximos dois meses todas as 140 estações com as 1.410 bicicletas que vão integrar este sistema.

O projecto-piloto com 100 bicicletas em 10 estações localizadas no Parque das Nações arrancou esta quarta-feira, 21 de Junho, e vai ter a duração de quatro semanas. Das mais de 2.000 inscrições para o piloto, 400 cidadãos vão poder começar a pedalar a partir de hoje.

Durante a apresentação do projecto-piloto, o presidente do Conselho de Administração da EMEL, Luís Natal Marques, sublinhou que a rede vai estar dispersa por vários pontos da cidade.

"O grande número das estações vão estar especialmente localizadas no planalto da cidade de Lisboa na zona das Avenidas Novas, distribuindo-se depois algumas estações pelo eixo central até à Baixa. E depois a zona ribeirinha, como no Parque das Nações e também na zona de Belém", explicou o presidente da EMEL.

Um dos objectivos desta rede é colocar todos a pedalar, independentemente da idade, daí a maioria das bicicletas (940) serem eléctricas para ajudar os ciclistas nas suas deslocações.

"Esperamos que o facto de Lisboa ser uma cidade acidentada não seja pretexto para que as pessoas não usem o sistema até porque das 1.400 bicicletas 60% delas têm assistência eléctrica para que todas as gerações possam usar o sistema", afirmou Luís Natal Marques.


Concluído o projecto piloto, a Empresa Municipal de Mobilidade e Estacionamento (EMEL) avança para a construção das restantes 130 estações. As estações das Avenidas Novas e de Alvalade são as primeiras a arrancarem, conforme avançou ao Negócios a directora de comunicação da EMEL, Helena Carvalho.


As 140 estações vão estar distribuídas pelo planalto central da cidade (92 estações), Baixa e frente ribeirinha (27), Eixo Central - Avenida da Liberdade e Av. Fontes Pereira de Melo - (6), Parque das Nações (15).  

Como é que eu faço para usar as bicicletas partilhadas?
1 - Primeiro, é preciso descarregar a aplicação App Lisboa Bike Sharing para o telemóvel, estando já disponíveis as versões para Android ou para Iphone.

2 - Instalada a aplicação o utilizador vai ter de escolher uma de três modalidades: o bilhete diário (10 euros), o passe mensal (15 euros) ou o passe anual (25 euros).

3 - O bilhete diário, que será mais usado por turistas de visita a Lisboa, só pode ser pago através de cartão de crédito.

4 - Já o passe mensal e o anual podem ser pagos via cartão de crédito, multibanco ou Paypal. É de sublinhar que ao valor base dos passes mensais e anuais acresce uma tarifa por cada utilização da bicicleta: 10 cêntimos no caso das bicicletas convencionais, 20 cêntimos para as bicicletas eléctricas. No entanto, existe um tecto máximo de quatro euros a pagar pelas convencionais e um tecto máximo de oito euros a pagar pelas eléctricas tanto para os passes mensais como para os passes anuais.

5 - Feito o pagamento chegou a hora de pedalar. A aplicação da EMEL disponibiliza um mapa da cidade de Lisboa a indicar qual a estação mais próxima.

6 - O utilizador pode depois escolher se pretende uma bicicleta convencional ou eléctrica. A aplicação indica depois qual a bicicleta (através do seu número de identificação) que o utilizador pode recolher. Assim, basta só aproximar-se da bicicleta com o telemóvel na mão, deslizar a tecla "desbloquear" e retirar a bicicleta da estação.

7 - Ter em atenção que as bicicletas eléctricas têm sete mudanças convencionais e cinco velocidades eléctricas. Mas o motor eléctrico não funciona sozinho, sendo necessário pedalar para obter a propulsão eléctrica. Estas bicicletas estão limitadas a uma velocidade eléctrica máxima de 25 quilómetros por hora, sendo necessário pedalar mais para ganhar mais velocidade.

Terminados estes passos, chegou agora a hora de pedalar pela cidade de Lisboa.




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comentários mais recentes
Pedro 21.06.2017

Isto é a Câmara a intrometer-se em negócios da esfera privada e os objectivos duma câmara municipal, com tanto que há para fazer, não são esses! Pergunto se os Privados também têm hipotese de fazer Gestão Camarária.

alberto9 21.06.2017

Só faltou dizer de onde veio o dinheiro para esse espalhafate todo

Anónimo 21.06.2017

Vai ser bonito vai. Com os condutores que temos podem começar a encomendar as fachas.

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