Energia Regulador alerta para más práticas comerciais dos fornecedores de electricidade e gás natural

Regulador alerta para más práticas comerciais dos fornecedores de electricidade e gás natural

A iniciativa da ERSE visa alertar os consumidores em maior condição de vulnerabilidade informativa para as más práticas comerciais das empresas comercializadoras.
Regulador alerta para más práticas comerciais dos fornecedores de electricidade e gás natural
André Cabrita-Mendes 29 de maio de 2017 às 06:00
O regulador de energia veio alertar os consumidores para as más práticas comerciais dos fornecedores de electricidade e gás natural. A Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) lançou a iniciativa "alerta más práticas" com o objectivo de identificar más práticas comerciais no sector da energia e formas de as evitar.

A iniciativa foi lançada esta segunda-feira, 29 de Maio, no dia em que se celebra o dia mundial da energia. A ERSE dá um exemplo de uma má prática comercial. "Quando alguém o aborda dizendo que 'tem que mudar de fornecedor para não ficar sem gás ou eletricidade'". Nestas situações a ERSE aconselha: "Não acredite nesta história. Os consumidores só devem mudar de fornecedor se quiserem e quando estiverem convenientemente informados do novo contrato".

Se por um lado, o desenvolvimento dos mercado retalhistas de electricidade e de gás natural tem trazido mais fornecedores a estes mercados, logo mais escolha para os consumidores, esta evolução também "implica uma maior complexidade de escolha e uma maior diversidade de comportamentos em mercado".

O regulador liderado por Cristina Portugal aponta que a "intensificação da concorrência entre comercializadores, nomeadamente na captação de clientes, tem levado a que se generalize a prática de recorrerem a serviços externos neste domínio, nem sempre convenientemente enquadrados e formados para prestarem informação adequada aos consumidores". Este facto levou a ERSE a introduzir já um conjunto de "novas obrigações aos comercializadores a respeito do recursos a serviços externos, nomeadamente de promoção comercial".

O Governo veio garantir recentemente que não vai permitir práticas comerciais agressivas por parte das empresas comercializadoras de electricidade. O secretário de Estado da Energia, Jorge Seguro Sanches, revelou em entrevista ao Negócios que a ERSE estará atenta a estas situações de abusos.

"Há outra questão que tem sido reportada pela ERSE, que tem a ver com o facto de em muitas situações os consumidores serem autenticamente atacados pelas empresas que obrigam as pessoas, muitas vezes, ou aparentemente ou de uma forma mesmo real, dizendo-lhes que têm de mudar" para o mercado liberalizado, disse o secretário de Estado da Energia no final de Abril.

O regulador, por seu turno, defende que a prevenção é a melhor actuação na defesa dos direitos dos consumidores. E diz querer contribuir para que os consumidores de energia "estejam melhor preparados para abordar o mercado retalhista de eletricidade e de gás natural".

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mais votado Ciifrão Há 3 semanas

Estas instituições não servem para nada, quando querem fazer prova de vida alinham na defesa dos coitadinhos. Fica sempre bem.

comentários mais recentes
alberto9 Há 3 semanas

E a ERSE não ficou nada bem na fotografia com os aumentos aprovados no final do ano passado, em que aprovou um aumento de 12% para a parcela de potencia para o mercado liberalizado, enquanto o aumento no mercado regulado foi de 2% .
Outro problema grave com o mercado liberalizado é que as empresas não são obrigadas a manter os valores contratados por 12 meses, usando os "aumentos" aprovados pela ERSE como argumento para inflacionar os valores, o que obriga os clientes a mudarem de fornecedor mais do que uma vez por ano de fornecedor

Ciifrão Há 3 semanas

Estas instituições não servem para nada, quando querem fazer prova de vida alinham na defesa dos coitadinhos. Fica sempre bem.

Camponio da beira Há 3 semanas

A Gnr Psp e outros, se se limitassem a alertar era uma maravilha...

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