Banca & Finanças Relator recomenda manter CGD “nas mãos do Estado”

Relator recomenda manter CGD “nas mãos do Estado”

Carlos Pereira, do PS, coloca como primeira recomendação do relatório do inquérito à CGD a indicação de que o banco tem de ser público.
Relator recomenda manter CGD “nas mãos do Estado”
Bruno Elias
Diogo Cavaleiro 04 de julho de 2017 às 10:53

O deputado responsável pelo relatório da comissão de inquérito à Caixa Geral de Depósitos defende que uma das recomendações a deixar pela iniciativa parlamentar é a manutenção da instituição financeira "nas mãos do Estado".

 

"Parecendo genérica, parece-me relevante [ter a recomendação da] manutenção da CGD nas mãos do Estado", disse Carlos Pereira na conferência de imprensa de apresentação do relatório preliminar esta terça-feira, 4 de Julho, no Parlamento. Segundo o deputado do PS, a recomendação "decorre" do que foi ouvindo de diferentes intervenientes.

 

A questão da privatização foi, por várias vezes, comentada ao longo do inquérito parlamentar, nomeadamente com os deputados do PS, BE e PCP a assinalarem que o PSD sempre quis retirar o banco da esfera estatal.

 

O Governo de António Costa tem frisado que a última capitalização da CGD, mesmo incluindo a venda de dívida subordinada a privados, assegura a manutenção da CGD na esfera pública.

 

"A CGD tem um papel determinante de âncora do sistema financeiro português e, sobretudo, porque se a CGD não estivesse nas mãos do Estado já tinha, provavelmente, sido vendida a capital estrangeiro e essa circunstância enfraqueceria muito a capacidade de manobra do país que, principalmente, em termos de crise, necessidade de instrumentos para implementar medidas anticíclias com interesse para os cidadãos, sejam empresas, sejam famílias", indica a síntese das recomendações apresentada esta quarta-feira.  

 

Há outras sugestões, como a criação de mecanismos para tratar de crédito malparado do sistema financeiro e o reforço dos mecanismos de capitalização das empresas.  

 

Além das recomendações, o deputado socialista também avançou com conclusões, como a indicação de que não houve pressão dos Governos para a concessão de créditos. 




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mais votado Anónimo 04.07.2017

Nacionalizar ou estatizar o que supostamente seria admissível de ser nacionalizado ou estatizado numa óptica de serviço público e interesse nacional e incorporado no Sector Empresarial do Estado, como utilities, serviço postal, transportadora de bandeira, banco estatal, arsenal ou empresa de telecomunicações, é problemático em Portugal porque o Estado é mau gestor e segundo a versão oficial desse mesmo Estado, e seus sindicatos, se convencionou que não existe, existiu ou alguma vez existirá excedentarismo porque o mirabolante mote diz que não existem forças de mercado do sector público para dentro e por isso não se pode reestruturar uma organização portuguesa com recurso a despedimentos ou desalocação de oneroso factor produtivo trabalho que seja desnecessário e injustificável à luz dos mais básicos e elementares princípios da boa gestão lean, da racionalidade económica, do avanço tecnológico e das condições de oferta e procura reais existentes em dado momento ou período de tempo.

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Anónimo 04.07.2017

Nacionalizar ou estatizar o que supostamente seria admissível de ser nacionalizado ou estatizado numa óptica de serviço público e interesse nacional e incorporado no Sector Empresarial do Estado, como utilities, serviço postal, transportadora de bandeira, banco estatal, arsenal ou empresa de telecomunicações, é problemático em Portugal porque o Estado é mau gestor e segundo a versão oficial desse mesmo Estado, e seus sindicatos, se convencionou que não existe, existiu ou alguma vez existirá excedentarismo porque o mirabolante mote diz que não existem forças de mercado do sector público para dentro e por isso não se pode reestruturar uma organização portuguesa com recurso a despedimentos ou desalocação de oneroso factor produtivo trabalho que seja desnecessário e injustificável à luz dos mais básicos e elementares princípios da boa gestão lean, da racionalidade económica, do avanço tecnológico e das condições de oferta e procura reais existentes em dado momento ou período de tempo.

Dono dos Burros 04.07.2017

PPC, o PSD e todo o resto da Direita, tudo farão para que seja entregue aos capitalistas estrangeiros. É para isso que ele fazem política em Portugal. Agora que o criminoso Bochechas está morto, compete-lhes a ele serem mais papistas que o Papa.

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