Banca & Finanças Relatório da comissão CGD não avalia responsabilidades das gestões

Relatório da comissão CGD não avalia responsabilidades das gestões

Não houve pressões para a concessão de créditos no banco público. A conclusão é de Carlos Pereira, adiantando que a ausência de documentos impossibilitou que se chegasse a outra ideia.
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A primeira versão do relatório da comissão de inquérito da Caixa Geral de Depósitos aponta para que não tenha havido pressão política para a concessão de financiamentos por parte do banco. Contudo, houve erros de análise. Mas, daí, não há responsabilidade atribuída aos gestores da instituição financeira.

 

"Quem sou eu para fazer uma análise curricular das pessoas que fizeram parte das administrações da Caixa?", questiona-se Carlos Pereira, na entrevista Conversa Capital, ao Negócios e Antena 1.

 

De qualquer forma, diz o deputado do PS, "ficou claro no relatório da Caixa Geral de Depósitos que existiram erros de análise para determinadas concessões de crédito". "Isso ficou claro".

 

"O que é que não ficou claro, parece que é mais controverso. Não ficou claro que tenha existido da parte da tutela pressão para que determinados créditos tenham sido concedidos", continuou Carlos Pereira.

 

Como nem toda a documentação solicitada foi entregue ao inquérito parlamentar, houve aspectos que não foi possível concluir, argumenta o deputado que, até esta segunda-feira, 10 de Julho, poderá receber propostas de alteração das bancadas parlamentares ao documento preliminar. O relatório final é votado a 18 de Julho.




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mais votado Anónimo 09.07.2017

Sou obrigado a pagar através de comissões, contribuições e impostos o nível de vida passado, actual e futuro de 2200 assalariados da CGD que não são lá precisos para nada. O sindicato deles, o Sindicato Bancário do Sul e Ilhas (SBSI), já analisou os termos oferecidos pela Caixa Geral de Depósitos (CGD) no programa de “Revogações por Mútuo Acordo”, divulgado na última semana de Junho aos trabalhadores do grupo público. E a sentença é negativa: “As condições propostas aos trabalhadores ficam aquém das expectativas.” E agora pergunto eu, quem regula e supervisiona estas criaturas? As do escândalo CGD e de outros escândalos semelhantes. Há muitos casos destes nas organizações portuguesas. Tem sido o pão nosso de cada dia.

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Z27 09.07.2017

Relatório conveniente, para "todas as partes"... as partes que estão/estiveram ligadas, directa ou indirectamente, aos partidos do "arco"... o resto, bom, o resto é conversa para encher chouriços...
O sistema, o regime, ou que lhe quiserem chamar, foi, desde há muito, capturado pelos "abocanhadores" do 25 de Abril, que dele fazem o que melhor lhes convém, com o argumento de que estão, legitimamente a representar a Democracia... mas não estão, o que estão, de facto, é a servirem-se dela... impunemente!!!

Anónimo 09.07.2017

Em organizações públicas e privadas do mundo mais desenvolvido, no âmbito da gestão das organizações faz-se gestão de recursos humanos (GRH). Sem GRH, nem criação de valor ocorre nem elevação dos rendimentos de colaboradores não excedentários se dá, uma vez que os excedentários, por definição, limitam-se a extrair valor. Economias com GRH enriquecem e desenvolvem-se de forma sustentável. Ser excedentário não significa por si só que se seja criminoso ou mesmo incompetente. Ser excedentário é como estar na condição de desempregado mas a ser suportado por uma organização que emprega o desempregado. O desempregado e o excedentário são apenas uma oferta sem procura, e isso não é crime, crime é não fazer GRH. O desempregado, sem procura no mercado laboral onde oferece trabalho. O excedentário, sem procura numa dada organização empregadora que tem que o suportar prejudicando a persecução da sua missão, visão e propósito. Ambos são um problema do Estado de Bem-Estar Social e não do empregador.

Anónimo 09.07.2017

Sou obrigado a pagar através de comissões, contribuições e impostos o nível de vida passado, actual e futuro de 2200 assalariados da CGD que não são lá precisos para nada. O sindicato deles, o Sindicato Bancário do Sul e Ilhas (SBSI), já analisou os termos oferecidos pela Caixa Geral de Depósitos (CGD) no programa de “Revogações por Mútuo Acordo”, divulgado na última semana de Junho aos trabalhadores do grupo público. E a sentença é negativa: “As condições propostas aos trabalhadores ficam aquém das expectativas.” E agora pergunto eu, quem regula e supervisiona estas criaturas? As do escândalo CGD e de outros escândalos semelhantes. Há muitos casos destes nas organizações portuguesas. Tem sido o pão nosso de cada dia.

Anónimo 09.07.2017

Esturricaram 5 mil milhões de € e ninguém sabe nem porquê, nem por quem nem para quem. Fantástico!

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