Empresas Remuneração de António Mexia caiu 17% em 2013

Remuneração de António Mexia caiu 17% em 2013

O CEO da EDP sofreu no ano passado um corte de mais de 17% na sua remuneração no grupo, que não chegou a um milhão de euros, num exercício em que os rendimentos globais da equipa de gestão da EDP tiveram uma redução de 18,5% face a 2012.
Remuneração de António Mexia caiu 17% em 2013
Miguel Baltazar/Negócios
Miguel Prado 25 de março de 2014 às 00:13

A remuneração do presidente executivo da EDP, António Mexia, cifrou-se em 988 mil euros em 2013, menos 17,2% do que no ano anterior, uma quebra que é explicada essencialmente por uma menor remuneração variável do CEO da eléctrica portuguesa.

 

O relatório de Governo da Sociedade da EDP, que o grupo publicou esta segunda-feira à noite, indica que no ano passado António Mexia auferiu quase 738 mil euros de remuneração fixa e 250 mil euros de componente variável (relativa ao desempenho de 2012). Em 2012 o CEO da EDP havia recebido mais de 714 mil euros de remuneração fixa e 480 mil euros de parte variável (pelo desempenho de 2011).

 

Globalmente, a comissão executiva da EDP recebeu em 2013 remunerações no valor de 5,03 milhões de euros, um valor que fica 18,5% abaixo do auferido pelos gestores da eléctrica no ano anterior.

 

Entre os exercícios 2012 e 2013 houve, contudo, algumas alterações na composição da equipa de gestão da EDP, nomeadamente pelas saídas de Ana Maria Fernandes e Jorge Cruz Morais, cujos lugares na comissão executiva foram ocupados por Miguel Stilwell de Andrade e João Marques da Cruz.

 

Entre os elementos que continuaram, além do recuo de 17,2% na remuneração de António Mexia, registou-se, individualmente, uma queda de 17,3% nos rendimentos de Nuno Alves (administrador financeiro), tal como nos do administrador António Pita de Abreu. Já João Manso Neto sofreu uma redução de 20%, ao passo que António Martins da Costa recebeu menos 25,8% do que em 2012.

 

Da actual equipa de gestão da EDP, António Mexia, Nuno Alves, Miguel Stilwell e Marques da Cruz aumentaram a sua remuneração fixa em 2013, enquanto os restantes administradores tiveram uma redução. Quanto à parte variável, todos os gestores tiveram um decréscimo, à excepção de Stilwell e Marques da Cruz (que em 2013 tiveram prémios e em 2012 não).


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mais votado Anónimo 25.03.2014

coitado não vai chegar para as despesas dele

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MEL3 25.03.2014

Eu percebo que seja chocante, mas muitos de nós não podemos aspirar a ter um ordenado como o dele. Estamos a falar de um dos maiores gestores da geração dele, com um curriculum fora do normal ! Com 23 anos, já era professor de economia na Universidade de Geneve, na Suíça ! E para aqueles que vêm falar de ele ser ex-ministro, lembro que foi ministro com o Santana Lopes, por 5 meses e que o curriculum dele já era gigante ! Nunca foi um lambe botas da politica !!

A verdade, é que não existem lideres de empresas energéticas com o tamanho da EDP, que recebam menos do que ele. Também é verdade, que no caso de incumprimento da divida ou de outra coisa qualquer, quem é responsável são os administradores !!

Mas irrita-me, que exista tanta gente que ache um escândalo um homem com a responsabilidade dele ganhar 1 milhão e depois assistam a jogos de futebol, onde um qualquer miúdo que nem sabe falar, por dar uns chutos na bola, ganha o mesmo milhão de Euros ! O Adrien, do Sporting, no mesmo dia que saiu a noticia dos futebolistas na ruina, veio dizer que ganha 800 mil Euros limpos por ano, ora, isso bruto são 1.700.000,00€ !

Deixo aqui o curriculum dele para perceberem o que digo:

Licenciado em Economia pela Universidade de Genéve (1980), onde
foi Assistente do Departamento de Economia. Foi Professor no curso de
Pós-Graduação em Estudos Europeus na Universidade Católica,
Regente na Universidade Nova e na Universidade Católica onde
Administrou entre 1982 e 1995. Foi Adjunto do Secretário de Estado do
Comércio Externo entre 1986 e 1988. Entre 1988 e 1990 foi Vice-
Presidente do CA do ICEP – Instituto do Comércio Externo. Entre 1990 e
1998 foi Administrador do Banco Espírito Santo de Investimentos e, em
1998, foi nomeado Presidente do CA da Gás de Portugal e da
Transgás. Em 2000 integrou a Galp Energia como Vice-Presidente do
CA e entre 2001 e 2004 assumiu funções de Presidente Executivo da
Galp Energia e Presidente dos CA da Petrogal, Gás de Portugal,
Transgás e Transgás-Atlântico. Em 2004 foi nomeado Ministro das Obras
Públicas, Transportes e Comunicações do XVI Governo Constitucional.
Foi ainda Presidente da APE – Associação Portuguesa de Energia
(1999-2002), membro da Comissão Trilateral (1992-1998), Vice-
Presidente da AIP – Associação Industrial Portuguesa, Presidente do
Conselho Geral da Ambelis, bem como representante do Governo
Português junto da União Europeia no Grupo de trabalho para o
desenvolvimento das redes transeuropeias.

N Ferreira 25.03.2014

Sofreu? Acham mesmo que esse verbo é aplicável aqui? Alguns dos sinais dos tempos chegam-nos pela via das alterações na semântica. Aqui é o caso. Usar o verbo "sofrer" para caraterizar uma redução de valores auferidos desta dimensão é um grandessííííssiiiimo disparate de quem escreveu isto. Diria mais: é uma falta de respeito por quem de facto "sofre", seja no corpo seja na alma os dislates de quem nos desgoverna e provoca tal sofrimento. Este vai continuar a ir ao golfe, a frequentar os melhores restaurantes e hoteis porque nós, com as tarifas que pagamos, sustentar-lhe-emos tudo. Não haja dó!

J. SILVA 25.03.2014

EStes vencimentos e prémios de gestão foram definidos por uma comissão de vencimentos, cujo presidente era o Catroga. Isto é o que chama decidir em causa própria.

No fundo, como presidente da EDP, o Catroga por umas reuniões anuais recebe cerca de 50 000 /mês, remunerações definidas por ele próprio e companhons de route, e se lhe perguntarem ele diz que é o mercado a funcionar.

Aliás, se perguntarem ao Mexia se ganha muito ou pouco, ele responde que não tem nada a ver com isso, que em nada interferiu, que não pediu nada a ninguém, que recebe apenas o decidido pela dita comissão de vencimentos.
Trata-se duma empresa privada. Mas o que é chocante é que todos estes vícios e mordomias foram definidos e estabelecidos no tempo em que os gestores eram nomeados pelo Estado, com a agravante de se tratar duma empresa utility

Talvez os chineses ponham alguma moderação nesta bandalheira.

TUDO BONS RAPAZES.

"pobre" coitado! Como consegue ele sobreviver ?!?! 25.03.2014

Na pocilga pestilenta mais pobre da Europa, com pensoes 234 eur, smn 485 eur, salario medio 800 eur, com 2.500.000 pobres....

O que justifica este nivel salarial ???????????????????????????????
REPUGNANTE!
VERGONHOSO!
ASQUEROSO!

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