Turismo & Lazer Residentes em Portugal viajaram mais no início do ano. Mas durante menos tempo.

Residentes em Portugal viajaram mais no início do ano. Mas durante menos tempo.

No primeiro trimestre deste ano, os residentes em Portugal efectuaram 4 milhões de deslocações turísticas, mais de metade das quais para visitar familiares ou amigos.
Residentes em Portugal viajaram mais no início do ano. Mas durante menos tempo.
Bruno Simão/Negócios
Rita Faria 25 de julho de 2017 às 11:50

O retrato do Instituto Nacional de Estatística (INE) às deslocações realizadas no primeiro trimestre deste ano mostra que os residentes em Portugal viajaram mais, mas durante menos tempo, e que cada vez mais o "alojamento gratuito" é a opção favorita de quem faz as malas para ir de férias ou visitar familiares e amigos.

 

De acordo com os dados do INE, revelados esta terça-feira, 25 de Julho, de Janeiro a Março deste ano, os residentes em Portugal efectuaram 4 milhões de deslocações turísticas, o que traduz um aumento de 6,1% face ao primeiro trimestre do ano passado. 10,3% destas deslocações foram para o estrangeiro, o que também representa um crescimento face aos 9,4% do período homólogo.

 

Enquanto as viagens de curta duração aumentaram 8,2%, as de longa duração diminuíram 4,4%.

 

Mais de metade das deslocações realizadas (51,8%) teve como propósito a "visita a familiares ou amigos", um aumento de 6,5% face ao mesmo período de 2016.

 

Foram, contudo, as viagens por "lazer, recreio ou férias" (1,4 milhões) que mais cresceram no período em análise (9,3%), representando 33,9% do total. As viagens por motivos "profissionais ou de negócios" (395,7 mil) representaram 9,9% do total.

 

Embora o automóvel se mantenha como o principal meio de transporte utilizado nas viagens realizadas no primeiro trimestre de 2017 (79,1% do total), agregando 3,15 milhões de deslocações, a representatividade das deslocações por avião (428,9 mil) cresceu de 9,1% no primeiro trimestre de 2016 para 10,8% no mesmo período deste ano.

O automóvel continua a ser a opção favorita até porque as viagens dentro do país representam quase 90% do total. Ainda assim, o peso das deslocações com destino ao estrangeiro aumentou 0,9 pontos base para 10,3%.

No que respeita ao alojamento, as opções gratuitas – como casas de amigos ou familiares – representaram três quartos do total das dormidas. Os "Hotéis e similares" perderam relevância (menos 3,7 pontos) e agregaram 19,1% das dormidas totais.




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