Energia Revolução solar com investimentos de 500 milhões

Revolução solar com investimentos de 500 milhões

Depois das mini-hídricas e das eólicas, a energia solar fotovoltaica pode vir a ser a terceira vaga da revolução das energias renováveis em Portugal. Até 2020 a potência instalada no país promete crescer três vezes para os 900 megawatts.
Revolução solar com investimentos de 500 milhões
Bruno Simão/Negócios

Portugal prepara-se para a terceira vaga da revolução das energias renováveis. As centrais solares previstas para os próximos anos implicam investimentos no valor de 500 milhões de euros.

A energia solar fotovoltaica corresponde apenas a 2,4% do total de potência instalada renovável em Portugal. Com as 15 centrais planeadas, este valor promete crescer dos 300 megawatts (MW) para os 900 megawatts, cruzando os dados da secretaria de Estado da Energia, promotores e processos de consulta pública.

O investimento mais elevado num só projecto vai ter lugar na central solar de Alcoutim, distrito de Faro. O consórcio sino-celta China Triumph International Engineering /Welink vai investir 200 milhões de euros para construir uma central com 220 megawatts de potência, que será, quando estiver concluída, a maior central solar em Portugal. Até agora, esse lugar é ocupado pela central da Amareleja com 45,8 megawatts.

Já a Hyperion, do antigo presidente da EDP João Talone, está a preparar-se para investir um total de 130 milhões de euros para construir 150 megawatts de energia solar fotovoltaica. São cinco centrais solares planeadas pela Hyperion no Alentejo, em Ferreira do Alentejo, Moura (duas), Évora e Sousel. Apenas a de Évora já tem luz verde para avançar, enquanto as restantes quatro estão actualmente em processo de consulta pública.

Outras cinco centrais solares fotovoltaicas estão a ser construídas também no Alentejo pela Expoentfokus, empresa de Santo Tirso. O investimento total deverá ficar entre os 100 e os 120 milhões de euros para construir centrais em Ourique, Évora e Nisa com uma potência total de 130 megawatts. Após construídas, estas centrais solares vão passar para as mãos de um fundo dinamarquês, revela ao Negócios Fernando Seixo, da Expoentfokus.

Sem surpresas, a maioria das centrais solares planeadas está localizada no Alentejo pois é nesta região, a par do Algarve, que se registam os maiores valores de radiação solar em Portugal Continental.

Também a portuguesa Exus Management Partners prepara-se para construir quatro centrais solares, cujos projectos já estão aprovados, com três delas localizadas em Alcácer do Sal, Castelo de Vide e Salvaterra de Magos.

Esta companhia - liderada pelo ex-vice-presidente da Iberwind, António Gellweiler, e pelo ex-administrador da EDP Renováveis, Pedro Adão Fonseca - quer investir 60 milhões de euros para construir estas quatro centrais com uma potência de 67 megawatts. A construção destes projectos deve arrancar no segundo semestre deste ano, devendo estar concluídos até 2018.

"As razões para esta aposta prendem-se com o facto de a energia solar fotovoltaica ser neste momento uma tecnologia madura e competitiva, e Portugal dispor de condições naturais muito favoráveis, permitindo reforçar o ‘mix’ energético renovável nacional, onde já tem bastante destaque a energia de origem hídrica e eólica", segundo fonte oficial da Exus.




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Anónimo Há 6 horas

é um bom negocio para os chineses porque todo o material é importado da china por isso se chama investimento chinês mas um péssimo negocio para Portugal devido à energia solar ser das mais caras a produzir e os preços atuais praticados serem o mais caro da Europa sem esperança de um dia descer

Há 2 dias

o custo de gerar 1kWh usando esta tecnologia já é bem inferior a 10cent€ por isso não vejo mal nenhum, muito antes pelo contrátrio ou vice-versa.

Anónimo Há 2 dias

DEPOIS É SÓ AUMENTAR AOS CONSUMIDORES PARA PAGAREM O Q INVESTEM E N INVESTEM.
PRODUZIMOS MAS SOMOS OS Q MAIS PAGAMOS.
GRANDE CONTRADIÇÃO.

Anónimo Há 3 dias

O que diz o Macron no fundo é que, "empregos" de passar o dia a ler notícias e comentá-las vai acabar, ou como ele diz, já deviam ter acabado. Esse tipo de trabalhos que não acrescentam valor à economia vão acabar, e com isso, caro "Anónimo dos excedentários", acaba-se a tua "mama".

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