Start-ups Rocha Vieira: “Hoje os investidores internacionais olham e vêm a Portugal com frequência”

Rocha Vieira: “Hoje os investidores internacionais olham e vêm a Portugal com frequência”

A duas semanas de uma nova edição do Lisbon Investment Summit, Pedro Rocha Vieira assume que este evento organizado pela Beta-i foi “determinante criar uma relação com investidores nacionais e internacionais”.
Rocha Vieira: “Hoje os investidores internacionais olham e vêm a Portugal com frequência”
Bruno Simão
Ana Laranjeiro 20 de maio de 2017 às 14:00

Dentro de pouco mais de duas semanas – a 6 e a 7 de Junho – a capital portuguesa volta a ser palco para um evento relacionado com start-ups: o Lisbon Investment Summit. O que deu o mote para uma conversa com Pedro Rocha Vieira, CEO da Beta-i (organização que tem como missão melhorar o empreendedorismo), entidade que organiza o evento.

A capital portuguesa tem estado no radar dos investidores, algo que, Pedro Rocha Vieira defende que se deve às "grandes rondas [de investimento em start-ups] que tem havido em Portugal" e a eventos como o Web Summit. "Hoje em dia, os investidores internacionais olham e vêm a Portugal com frequência. Portanto, estão a olhar para oportunidades de investimento", comenta. A nível nacional, o investimento está também a atravessar uma nova fase. Há "cada vez mais investidores nacionais". "A Caixa Capital (…) continua a ser um ‘player’ muito importante. Mas também há muitos novos ‘players’ como a Sonae IM", acrescenta.

No Lisbon Investment Summit (LIS), que este ano se realiza no Pavilhão Carlos Lopes, vão estar mais de 200 investidores (incluindo a Caixa Capital), mais de 300 start-ups e mais de 80 oradores internacionais. A organização aponta que podem marcar presença 1.600 participantes. O crescimento no número de investidores, face a edições passadas, é um dos pontos de destaque. No evento, de acordo com a página da conferência, vão estar fundos de investimento com sede nos Estados Unidos, Alemanha, França, Itália, Reino Unido, entre outros.

Esta conferência sobre investimento tem uma dimensão mais pequena do que, por exemplo, o Web Summit (no ano passado estiveram mais de 50 mil pessoas). Mas a dimensão do evento acaba por se traduzir numa mais-valia. "O feedback que temos do Lisbon Investment Summit é que é um evento que promove relações muito próximas. É um evento informal e genuíno [e isso] é uma das coisas que é importante manter. É preciso crescer mas é preciso manter a dimensão humana das relações e o LIS tem esse objectivo: uma experiência fantástica para os investidores e para as start-ups, para as empresas e para os participantes. E que haja a possibilidade de se construírem relações mais fortes e que possam haver investimentos". Para que possa ser criada esta relação, o LIS conta com "vários momentos de naturezas diferentes". 


Além dos eventos que já aconteceram em edições anteriores (jantares com oradores, pequenos-almoços entre investidores, start-up pitch e um cocktail num barco) há algumas novidades. O Investor Academy é uma delas. "Sentimos que, neste momento, há novos investidores a aparecerem e há, cada vez mais, esta lógica de co-investimento internacional. Por isso, faz sentido dar a conhecer a estes novos investidores quais são as melhores práticas de investimento e também reforçar esta lógica de co-investimento, percebendo como cada um funciona", explica Pedro Rocha Vieira.

Na edição deste ano é também dado destaque às empresas. "Acreditamos que o investimento é importante mas também é importante ter clientes. Os clientes empresariais são bastante importantes, mas depois isso traz duas dimensões", salienta o responsável. Uma dessas vertentes é uma especialização por sectores, sendo dado um especial destaque a algumas áreas como a mobilidade e fintech. Colocar "investidores e empresas a falar sobre esses temas é diferente do que se falar de uma forma genérica sobre investimento".

Por outro lado, esta aposta nas empresas reflecte o facto de estas estarem "a começar a ser um dos principais investidores" não apenas com o objectivo da aquisição, mas também de incorporação de estratégia de inovação. Isto numa altura em que, nota, há em Portugal "um maior interesse" das grandes empresas em start-ups.


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mais votado 00SEVEN Há 2 dias

Vêm a Portugal com frequência e por isso o investimento estrangeiro está a rebentar pelas costuras que levou a Catarina e o Jerónimo a dizerem:
JÁ CHEGA!

comentários mais recentes
Anónimo Há 2 dias

Quem é que pode investir num país destes todo armadilhado de impostos com uma maquina "pidesca" (de ralhas) a espiar as contas bancarias do povo?

Anónimo Há 2 dias

O que tenho visto é aviões cheios de jovens a pagar taxas aeroportuárias (empurrados pelo Costa) para procurar emprego.

00SEVEN Há 2 dias

Vêm a Portugal com frequência e por isso o investimento estrangeiro está a rebentar pelas costuras que levou a Catarina e o Jerónimo a dizerem:
JÁ CHEGA!

Oposição Há 2 dias

A Catarina Martins já lhes deu as boas vindas a pedir mais impostos sobre as empresas que maiores lucros fazem.Por isso só aqui teremos operações marginais.Esta gente odeia o dinheiro porque não teve capacidade para o gerar.

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