Banca & Finanças Rui Cartaxo perto de ser 'chairman' do Novo Banco

Rui Cartaxo perto de ser 'chairman' do Novo Banco

Designação a cargo do Fundo de Resolução não está fechada, mas Cartaxo é o nome dado como forte para integrar o cargo, que até aqui não existia no Novo Banco.
Rui Cartaxo perto de ser 'chairman' do Novo Banco
Bruno Simão/Negócios
Tiago Freire 23 de dezembro de 2016 às 17:55
Rui Cartaxo está a caminho da presidência não-executiva do Novo Banco, de acordo com várias fontes contactadas pelo Negócios. A designação é da competência do accionista, neste caso o Fundo de Resolução, com o antigo líder da REN a reunir um forte consenso para vir a ocupar o cargo de 'chairman', que até aqui não existia na instituição.

A introdução da figura do 'chairman' faz parte dos novos estatutos do Novo Banco, que assentam numa integração de administradores não-executivos. A direcção executiva do banco continuará a ser assegurada por António Ramalho.

A escolha do primeiro 'chairman' do Novo Banco pertence à administração do Fundo de Resolução. Esta é composta por três membros: o presidente José Ramalho, indicado pelo Banco de Portugal; Elsa Roncon Santos, pelas Finanças; e Pedro Ventura, por decisão conjunta entre Finanças e o supervisor bancário. A decisão não está tomada nem oficializada, mas é dada como muito provável a curto prazo.

Rui Cartaxo é actualmente consultor do Banco de Portugal, tendo sido responsável, por exemplo, pela coordenação do Livro Branco sobre a Regulação e Supervisão do Sector Financeiro. Tem uma longa carreira em cargos públicos e privados, e foi mesmo economista do Banco de Portugal nos anos 80. De 1989 a 1992 esteve no Ministério das Finanças, passou vários anos na Galp e, entre 2006 e 2007, foi adjunto do então ministro da Economia, Manuel Pinho. Entrou para a administração da REN em 2007, com o pelouro financeiro, passando depois a CEO até 2015.

O processo de venda do Novo Banco tem conhecido dificuldades nas últimas semanas mas continua em curso. A mudança de estatutos é paralela a essa questão e pretende melhorar o modelo de governação do banco.

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comentários mais recentes
joaoaviador 25.12.2016

As moscas continuam na sua dança constante sem que o povo sequer cheire a bosta sobre onde pairam. Agora até com a bênção dos sinistros. Até quando?

BOY'S 25.12.2016

Ser um verbo de encher indicado por políticos e funcionários públicos, não deve ser dificil nem acrescenta nada ao curriculo, ainda mais que como foi publico e admitido pelo ex presidente do Banif - Luis Amado (um socretino) era uma jarrinha de flores para enfeitar e não fazia nada nem sabia de nada

SALAZAR 24.12.2016

MAIS UM QUE ESTEVE EM TODAS. SEMPRE O MESMO CÍRCULO A CHULAR O MÁXIMO QUE PODE.

Anónimo 24.12.2016

Mais um tacho ... E desta vez até rima :)

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