Turismo & Lazer Ryanair aceita sindicatos para evitar greve

Ryanair aceita sindicatos para evitar greve

A companhia “low cost” enviou cartas aos sindicatos dos pilotos a abrir a porta para as negociações, contrariando uma política de não reconhecimento destas organizações.
Ryanair aceita sindicatos para evitar greve
Bloomberg
Wilson Ledo 15 de dezembro de 2017 às 09:23

A companhia aérea "low cost" Ryanair está disposta a reconhecer os sindicatos de pilotos de diversos países para evitar a greve anunciada para este período de Natal.

Em comunicado, a transportadora informou que esta sexta-feira, 15 de Dezembro, escreveu aos sindicatos de pilotos existentes na Irlanda, Reino Unido, Alemanha, Itália, Espanha e também em Portugal.

Na missiva, a Ryanair diz que está disponível para reconhecê-los como representativos dos pilotos da companhia em cada país, "desde que estabeleçam comités de pilotos da Ryanair para lidar com os assuntos da companhia". A "low cost" diz que não se quer relacionar com pilotos que voam para companhias concorrentes.

"A Ryanair mudará agora a sua política de longa data de não reconhecer os sindicatos para evitar qualquer ameaça de interrupção de voos para os seus clientes devido aos sindicatos de pilotos durante a semana de Natal," informou.

O convite aos pilotos é de que retirem a greve prevista para 20 de Dezembro, também agendada para Portugal. No país, estes profissionais fazem-se representar pelo Sindicato dos Pilotos da Aviação Civil (SPAC), que confirmou a paralisação na passada quarta-feira, depois dos colegas de outros países.

Os pilotos reclamam melhores condições de trabalho, melhores salários e que a sua sindicalização seja reconhecida.

O SPAC admitia desconvocar a greve caso a administração da Ryanair mostrasse "abertura para o diálogo construtivo" contra aquilo que é uma "cultura estabelecida de medo e ‘bullying em relação" aos seus trabalhadores.


Esta ameaça de greve chega depois de uma vaga de cancelamentos que afectaram a companhia aérea desde Setembro, justificadas com um problema na marcação das férias dos pilotos.

No final de Outubro, a transportadora anunciava que ia separar 45 milhões, só nas contas de Inverno, para melhorar as condições de trabalho dos pilotos.




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