Aviação Ryanair adia para 2018 cobrança da bagagem de mão

Ryanair adia para 2018 cobrança da bagagem de mão

Em Setembro a Ryanair anunciou que ia passar a limitar o número de bagagens de mão que podem ir na cabine. A medida devia entrar em vigor a 1 de Novembro, mas os problemas mais recentes na companhia aérea fez com que a medida fosse adiada para Janeiro.
Ryanair adia para 2018 cobrança da bagagem de mão
Bloomberg / Reuters / Getty Images

A Ryanair decidiu que só vai permitir que os seus passageiros levem para a cabine as malas mais pequenas – nomeadamente mochilas ou sacos. A mala de maior dimensão continuará a ser gratuita, mas vai passar a ir para o porão da aeronave. Só os passageiros que comprarem o embarque prioritário – com um custo de cinco euros, se for adquirido durante a reserva – é que poderão continuar a levar as duas peças de bagagem na cabine. Esta decisão foi anunciada em Setembro e a data de entrada em vigor era 1 de Novembro.

 

Mas, desde então os problemas com os voos da companhia aérea foram tantos que prejudicaram milhares de pessoas. Além disso, a guerra com os pilotos por causa de salários continua. Factores que levaram a empresa a adiar a entrada em vigor desta medida.

"Vamos adiar a introdução das novas regras de bagagem na cabine até 15 de Janeiro de 2018 para dar aos nossos clientes mais tempo para se familiarizarem com as alterações de política", afirmou o director de marketing da companhia área, Kenny Jacobs, citado pelo Guardian.

Em Setembro, a Ryanair justificou estas alterações na sua política de bagagem com os atrasos provocados pela falta de espaço dentro das suas aeronaves Boeing 737. "Com o crescente volume de passageiros a usufruir da política de bagagem de cabine da Ryanair, que permite duas peças de bagagem de mão gratuitas, e com índices de ocupação elevados (97% em Agosto), o espaço nos compartimentos de cabine torna-se insuficiente para este volume de bagagem, o que tem causado atrasos nos voos", disse a companhia.

 

Assim, só as malas mais pequenas – com dimensões até 35 cm x 20 cm x 20 cm – é que poderão ser levadas para a cabine. As restantes malas de tamanho normal – até 55 cm x 40 cm x 20 cm – serão colocadas no porão da aeronave de forma gratuita antes da entrada no aparelho. O que trará o inconveniente de ter esperar por essa mala no aeroporto de destino (embora não seja preciso despachá-la no de origem).

 

Ao mesmo tempo que tenta retirar as malas de maiores dimensões da cabine, a Ryanair também anuncia uma redução nos preços das malas de porão, para "motivar mais passageiros a despachar bagagem para o porão e reduzir o volume de malas de cabine". O peso das malas despachadas por esta via passa a ser de 20 quilos (em vez de 15) e o preço base dessa mala será de 25 euros (em vez dos actuais 40 euros).

Ryanair estima perdas de 50 milhões

Estas mudanças deverão ter custos consideráveis para a companhia. "Esta alteração à política de bagagens irá custar à Ryanair mais de 50 milhões de euros por ano, devido à redução nas receitas em compra de bagagem de porão", antecipou, em Setembro, Kenny Jacobs, director de marketing da companhia, citado em comunicado. Ainda assim, ao baixar os preços, "iremos motivar mais clientes a considerar despachar uma mala".

 

Isso permitirá "reduzir o volume elevado de passageiros que temos com duas peças de bagagem de mão no embarque, facto que está a causar atrasos devido ao elevado volume de bagagem que tem que ser colocada no porão na porta de embarque e, inclusivamente, já a bordo". Ou seja, o que a Ryanair vai perder em receitas de bagagem provavelmente ganhará em pontualidade.

 

"Esperamos que, limitando os passageiros sem embarque prioritário a levar apenas uma mala de mão pequena para a cabine – a segunda bagagem maior será colocada no porão gratuitamente durante o embarque – iremos tornar o embarque mais rápido e eliminar os atrasos causados pela falta de espaço na cabine em voos mais cheios para mais de 360 peças de bagagem de mão (182 passageiros x 2 malas)", acrescentou Kenny Jacobs.

 

A partir de 15 de Janeiro passará a haver duas filas no embarque: uma para "passageiros com Embarque Prioritário com duas malas" e outra para "passageiros sem Embarque Prioritário com uma mala apenas". Se algum passageiro sem embarque prioritário se recusar a colocar a mala no porão, ficará em terra. "Não lhes será permitido viajar, sem possibilidade de reembolso". Os passageiros que viagem com bebés "poderão trazer uma pequena mala de 5 quilos na cabine".




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comentários mais recentes
General Ciresp Há 4 semanas

Tenho quase a certeza absoluta que a Ryanair vai dar a volta por cima e vai continuar a ser lider no transporte suspenso.Nunca viajei nessa empresa.As pessoas dizem que nao e viagem agradavel,pelo preco nao podem pedir todas regalias.Secalhar ha aqui um espaco para aumento do preco e melhor servico.

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