Aviação Ryanair com lucros de 1,29 mil milhões

Ryanair com lucros de 1,29 mil milhões

A vaga de cancelamentos a partir de Setembro não está reflectida nestes resultados. A companhia anunciou 45 milhões de euros para melhorar as condições de trabalho dos pilotos.
Ryanair com lucros de 1,29 mil milhões
Reuters
Wilson Ledo 31 de outubro de 2017 às 10:36

A Ryanair registou lucros de 1,29 mil milhões de euros no primeiro semestre deste ano, um aumento de 11%.

 

Nos primeiros seis meses, foram transportados 72,1 milhões de passageiros, mais 11%. A preços mais baixos, com uma redução de tarifas na ordem dos 5%.

 

Os resultados não reflectem ainda a vaga de cancelamentos que teve lugar a partir de Setembro, devido a uma falha na planificação das férias dos pilotos.

 

A Ryanair diz que estes resultados "reforçam a natureza robusta" da oferta da companhia, o que permitiu lidar com o problema em Setembro.


"Não temos falta de pilotos, com mais de 4.200 pilotos – 5,2 por avião. E já contratamos 900 novos pilotos este ano", informou em comunicado.

 

A vaga de cancelamentos levantou também questões sobre as condições de trabalho dos pilotos e restante tripulação. Por isso mesmo, a Ryanair preparou um conjunto de medidas que estima custarem mais 45 milhões de euros nas contas deste Inverno. Ao valor juntam-se outros 25 milhões para lidar com compensações aos passageiros. Ao todo foram 700 mil aqueles que viram os seus voos serem alterados ou cancelados.

 

"Lamento que os nossos funcionários tenham ouvido informações erradas sobre a Ryanair promovida por sindicatos de pilotos de companhias concorrentes", reagiu ainda transportadora "low cost".

 

Depois da Monarch, da Air Berlin e da Alitalia, a Ryanair acredita que "há outras companhias com problemas financeiros" que se vão seguir. A transportadora mostra-se preocupada com a situação na Alemanha, onde admite reforçar, para fazer face à situação de "anti-concorrência" gerada pela compra da Air Berlin pela Lufthansa.

 

A Ryanair estima que o número de passageiros vai diminuir de 131 para 129 milhões de passageiros, com as reservas a serem feitas a preços mais baixos. Tal não altera a estimativa de lucros entre 1,40 mil e 1,45 mil milhões no ano.




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