Aviação Ryanair espera remarcar até 20 de Setembro metade dos passageiros afectados

Ryanair espera remarcar até 20 de Setembro metade dos passageiros afectados

A companhia fez um novo balanço e indica serem 315 mil os passageiros afectados, face aos 390 mil iniciais. Em Portugal contam-se mais de 380 voos cancelados.
Ryanair espera remarcar até 20 de Setembro metade dos passageiros afectados
Bloomberg / Reuters / Getty Images
Wilson Ledo 20 de setembro de 2017 às 15:43

São 315 mil os clientes afectados pelos cancelamentos de voos da Ryanair nas próximas seis semanas, até ao final de Outubro. Até ao final desta quarta-feira, 20 de Setembro, a companhia "low cost" espera ter remarcado 175 mil passageiros, 55% do total, em voos alternativos.

Em comunicado, a transportadora irlandesa fez saber que "todos" os passageiros foram "notificados da alteração do seu voo por e-mail na segunda-feira, 18 de Setembro" bem como das políticas de reembolso, alteração para outro voo ou indemnização.


O cancelamento de 2.100 dos 103 mil voos programados até 25 de Outubro é justificado com um problema no agendamento das férias dos pilotos ao abrigo da nova legislação europeia, descartando o cenário de falta de pessoal perante a concorrência de outras transportadoras "low cost" como a Norwegian. "A companhia aérea reforçou a equipa de atendimento ao cliente para acelerar os processos de alteração de voo ou reembolso", informou o porta-voz Kenny Jacobs.


A intenção é de que, com este reforço, seja possível que 95% dos clientes afectados – ou seja, mais de 300 mil – tenham os seus processos resolvidos até ao final desta semana, seja em caso de reembolso, troca de voo ou pedido de indemnização.


Portugal vai contar com mais de 380 voos cancelados deste total, sendo as ligações a Paris, Londres e Bruxelas, bem como a ponte entre Lisboa e Porto, as mais afectadas. A companhia optou, sobretudo, por concentrar os cancelamentos nos seus aeroportos principais e em rotas onde tem mais do que um voo diário. É aconselhável consultar as listas para confirmar se o código da ligação figura entre as que foram canceladas.


A empresa estimou custos de 20 milhões de euros em compensações. Os analistas ouvidos pela imprensa internacional dizem que poderá não ser suficiente e falam em custos de 35 milhões. Por isso mesmo, começa já a ser questionada a capacidade da companhia em efectivar a compra da italiana Alitalia, por quem tinha demonstrado interesse.


No seu "site", a transportadora dá duas hipóteses aos passageiros afectados: pedir o reembolso do voo cancelado, recebendo o valor no prazo de sete dias, ou alterar gratuitamente as datas dos voos. A única referência a eventuais indemnizações surge numa referência ao regulamento comunitário com o número 261, aprovado em 2004, mas sem indicações concretas de como os clientes devem proceder.

De acordo com o jurista Paulo Fonseca da associação de defesa do consumidor Deco, citando legislação comunitária, os passageiros têm direito a uma indemnização que pode ir dos 250 aos 400 euros de acordo com a distância da viagem. "Os passageiros podem ou solicitar o reembolso do bilhete, ou ir no voo logo que possível, mas tem sempre direito à assistência (refeições, bebidas, chamada telefónica, alojamento) e à indemnização", explicou.




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