O presidente executivo do BES considera que os impostos que o banco paga são altos. Veja aqui o vídeo.

“A carga fiscal do
BES é absolutamente brutal” sublinhou
Ricardo Salgado na apresentação de resultados do primeiro semestre do ano, período em que o banco registou um lucro de 25,5 milhões de euros, o que representa uma queda de 85,7% face ao mesmo período do ano passado.
O banqueiro explicou que o banco pagou 101 milhões de euros de impostos sobre o rendimento porque, pelas regras portuguesas não pode deduzir fiscalmente os prejuízos de 192,4 milhões que teve com as acções da
EDP e da PT. “Esta perda não é fiscalmente dedutível” lamentou.
A rubrica dos impostos foi uma das que mais penalizou os resultados do primeiro semestre do ano. Os impostos sobre os lucros ascenderam a 101,4 milhões de euros, contra um valor negativo de 6,4 milhões de euros no período homólogo, devido à“não elegibilidade fiscal das perdas realizadas nas participações estratégicas”do banco. No primeiro semestre o BES passou a consolidar o BES Vida de forma integral, o que teve impacto nas contribuições fiscais do banco.