Banca & Finanças Santa Casa mais perto do Montepio

Santa Casa mais perto do Montepio

A Santa Casa da Misericórdia de Lisboa está mais perto de investir no Montepio.
Santa Casa mais perto do Montepio
Bruno Simão/Negócios
Diogo Cavaleiro 04 de junho de 2017 às 23:30
Além das notícias sobre o interesse, e do conforto do Governo a essa possibilidade, estão a ser feitas diligências, com a ajuda de consultores, para perceber como poderá ser feito um possível investimento na caixa económica e se o mesmo é favorável à entidade presidida por Pedro Santana Lopes. Luís Marques Mendes, comentador da SIC que dispõe habitualmente de informações sobre o sector bancário, diz mesmo que está em cima da mesa a aquisição de uma participação de até 10%. 

Segundo o ex-líder do PSD, e consultor da Abreu Advogados, é "muito provável" que o Santa Casa possa vir a ter até 10% do capital da caixa presidida por José Félix Morgado. Um investimento que poderá ser feito, acrescenta Marques Mendes, em conjunto com outras misericórdias.

O presidente da União das Misericórdias Portuguesas, Manuel Lemos, deu na semana passada uma entrevista ao Dinheiro Vivo em que admitiu que o sector deve "concentrar esforços para a economia social ter presença na actividade financeira". Como tal será feito, ainda não se sabe.

Neste momento, são ainda algumas as incertezas no dossiê. Estão a ser feitos estudos, com consultores a apoiar, e existem conversas, mas só depois dessas diligências é que haverá decisões. Como o Público deu conta na sexta-feira, houve encontros entre Santana Lopes e o governador do Banco de Portugal, Carlos Costa, e também com os líderes das duas entidades do Montepio - a mutualista, presidida por António Tomás Correia, e a caixa económica, da responsabilidade de Félix Morgado.

"É uma situação que será decidida, espero, até ao final do próximo mês de Junho". A afirmação foi feita por Santana Lopes, no início de Maio, e o calendário não sofreu alterações. Uma cautela que, segundo o Expresso, contraria a vontade do Banco de Portugal em fechar o dossiê.

Já o Governo, pela voz de Vieira da Silva, vê com "bons olhos" a parceria, ainda que não responda a questões sobre o tema, apesar de ser o responsável pela tutela e pela supervisão da mutualista, até aqui a única dona da caixa económica.

Qualquer investimento só pode ser feito quando houver o registo da transformação do Montepio em sociedade comercial, o que levará ao fim das unidades de participação (que ganharam 55% na última semanas) e a sua conversão em acções. O preço dessa conversão, que ditará o valor do Montepio, não está ainda definido. 



(Notícia rectificada às 12:12: Marques Mendes é consultor e não sócio da Abreu, como inicialmente escrito)





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mais votado joaoaviador 05.06.2017

Continuam a gozar com a malta! O bloco "manda uns tró-la-rós" e os sinistros caladinhos. Daria para rir se não fosse o prenúncio de uma tragédia.

comentários mais recentes
Paulo 05.06.2017

O montepio continua e será um grande banco quer entre a santa casa ou não.
Como todos os bancos tem passado dificuldades mas não falta quem queira por o banco na ruína estou confiante nos seus presidentes que não se deixam intimidar .
Grande montepio.

Ap 05.06.2017

A CMVM não investigou subida de 77% das Unid em Bolsa?! Dias depois de ocorrer a reunião Costa/Santana. Todas as razões apontadas na CS p/ entrada da SCML no Montepio são areia pros olhos: Interesse nacional, montepio ao serviço das peq/med empresas, etc. Argumentos mais esgotados noutras situações

Acordo Costa & Santana Lopes 05.06.2017

Foi por este acordo que o Santana Lopes se vendeu para continuar mais uns anos na SCML?
Mantém o taxo e não coloca problemas na entrada no Montepio, e pelo caminho familiares e amigos aproveitam para ganhar algum em bolsa com a valorização recente do Montepio.

Anónimo 05.06.2017

O regulador quer esta operação para cobrir as próprias falhas na supervisão do Montepio e na Mutualista, uma vez que foi incapaz de controlar estas entidades. Agora vê uma oportunidade de "salvar" 650.000 associados com uma média de 70.000 € investidos na Mutualista e que nunca serão recuperados

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