Banca & Finanças Santa Casa só poderá entrar no Montepio "num processo estratégico de todo o sector social"

Santa Casa só poderá entrar no Montepio "num processo estratégico de todo o sector social"

O provedor da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (SCML), Pedro Santana Lopes, reiterou hoje que a instituição só poderá entrar no capital do Montepio "num processo estratégico, amplo, de todo o sector social".
Santa Casa só poderá entrar no Montepio "num processo estratégico de todo o sector social"
Bruno Simão/Negócios
Lusa 02 de julho de 2017 às 19:36
No final da inauguração de um novo edifício do Hospital de Sant'ana (no concelho de Cascais), que pertence à SCML, Santana Lopes foi questionado sobre o comunicado emitido na sexta-feira e que dá conta de que esta instituição e a Montepio Geral Associação Mutualista (MGAM) assinaram um memorando de entendimento que possibilita a participação da Santa Casa no capital do banco da associação.

"Nós continuamos onde estávamos, apesar dos comunicados que saíram. Foi assinado um memorando que permite a abertura de negociações, não quer dizer mais nada do que isso", afirmou.

O provedor da Santa Casa salientou que têm existido "boas notícias" em relação ao Montepio, referindo-se ao aumento de capital e ao crescimento de economia nacional, e considerou que "já não há aquela emergência de que se falava".

"Uma garantia quero dar: a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa só participará num processo estratégico, amplo, de todo o sector social, não aparecerá sozinha individualmente em nada", assegurou.

O antigo primeiro-ministro defendeu que o momento que Portugal vive "exige que o sector da economia social se reorganize", incluindo aqui instituições de solidariedade social, misericórdias ou Caixas Agrícolas.

"Se nisso estiver incluído uma participação de todos numa entidade financeira, muito bem, só no âmbito desse processo é que se poderá pôr a hipótese de participação da Santa Casa", frisou, acrescentando que não prevê um desfecho para este processo antes do outono e que, até agora, nunca se encontrou com ninguém do Montepio.

"Calculo que a minha palavra há de ter alguma importância", disse.

No final de Março, o ministro Vieira da Silva disse que o Governo vê com "simpatia e naturalidade" a eventual entrada da SCML e de outras instituições da área social no capital da Caixa Económica Montepio Geral.

Depois, em maio, Pedro Santana Lopes disse que teria uma decisão fundamentada sobre uma eventual entrada no capital da Caixa Económica Montepio Geral até ao final de Junho.



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mais votado Anónimo Há 3 semanas

Comecem por reduzir as comissões que o banco cobra a torto e a direito aos clientes.

comentários mais recentes
joaoaviador Há 3 semanas

Falta coragem a Santana de fazer o que tem de fazer. O amor ao taxo porém deita tudo a perder!

Juca Há 3 semanas

É mais um pum! Passa de SC de Lisboa para Santa Casa de Portugal. Mania das grandezas. Depois puf. É só alegrias!

Skizy Há 3 semanas

"Passos preferiu cortar aos FP e pensionistas e entregar às banquetas falidas!"...

Não diga asneiras, caso estivesse o PS no governo quando salgado pediu a CDG 2,5 mil milhoes hoje ainda ca andavam os espirito santo a roubar o contribuinte. E passos foi o unico que pos dinheiro nas mãos da banca com taxas de juro elevadas e que os bancos pagaram, excepto o BANIF. Até passos era dinheiro perdido, com passos até juros pagaram ao estado!

Anónimo Há 3 semanas

Para salvar o excedentarismo de carreira ou a alocação vitalícia de factor produtivo trabalho sem qualquer procura e justificação no sector público o governo PS reduziu o investimento público em áreas muito importantes com crescente procura e incontestável pertinência. Eis aqui uma dessas áreas. É isto, o crematório público de Pedrógão, o roubo de armas de guerra nos paióis de Tancos e o INEM à noite em muitas cidades que está a ser desmantelado por esse país fora... Que mais desgraças estarão para chegar devido à constituição socialista, à anacrónica lei laboral e ao sindicalismo troglodita? Viva a Frente Comum. Viva o socialismo lusitano e o fim da austeridade.

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