Empresas Santana Lopes: Governo e BdP viam "com bons olhos" entrada da Santa Casa no Montepio

Santana Lopes: Governo e BdP viam "com bons olhos" entrada da Santa Casa no Montepio

Pedro Santana Lopes confirmou hoje, em comunicado, que o Governo e o Banco de Portugal viam "com bons olhos" a entrada da Santa Casa (SCML) no capital do Montepio Geral, mas não refere "pressões" nesse sentido e diz que quando saiu da SCML ainda não havia decisão tomada.
Santana Lopes: Governo e BdP viam "com bons olhos" entrada da Santa Casa no Montepio
Lusa
Negócios 19 de dezembro de 2017 às 23:59

Pedro Santana Lopes refere, em comunicado divulgado esta terça-feira, que o tema da possível entrada da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (SCML) no capital da Caixa Económica do Montepio Geral foi, de facto, suscitado e tratado em reuniões com o Governo e com o Banco de Portugal.

 

O candidato à presidência do PSD confirma, assim, o que foi dito na segunda-feira por José Miguel Júdice na sua intervenção habitual na TVI e no artigo publicado em simultâneo no Eco. Não refere, contudo, quaisquer pressões nesse sentido - quando, no seu comentário, Júdice afirma que "há um ano, o Governo e o Banco de Portugal pressionaram para que a SCML entrasse no capital do Montepio e Santana Lopes achou que era muito difícil de resistir.

 

"Como o tema merece, e tem despertado a natural atenção da sociedade portuguesa, entendo hoje fazer as seguintes precisões: o tema foi de facto, suscitado e tratado em reuniões havidas com o Governo e com o Banco de Portugal. Da parte dessas entidades, a matéria foi tratada com a SCML com a devida correcção pessoal e institucional. As duas entidades assumiram ver com bons olhos essa possibilidade, tendo declarado sempre que respeitavam a esfera da autonomia da SCML", sublinha o comunicado de Santana Lopes.

 

E prossegue: "Tendo sido solicitada, pelo Governo e pelo Banco de Portugal, essa decisão, eu e a então Mesa da Santa Casa entendemos, como é natural, que antes de mais, deveria ser efectuada uma auditoria à situação quer da Caixa Económica do Montepio, quer do seu accionista, Associação Mutualista. Até à data em que cessei as funções de Provedor, esse estudo/auditoria, entregue a uma instituição financeira, ainda não tinha chegado, pelo que o processo não teve desenvolvimento".

 

Santana Lopes recorda que no passado dia 22 de Junho "a Mesa da Santa Casa aprovou um memorando de entendimento com o Montepio Geral (Associação Mutualista), que formalizou essa iniciativa do estudo da hipótese de participação da Santa Casa, em condições de mercado e em formato a definir e a acordar".

 

"Como expliquei em declarações proferidas em cerimónia pública, a 2 de Julho deste ano, a abertura de negociações estaria sempre condicionada ao resultado da auditoria encomendada, bem como às outras condições estabelecidas em reunião de Mesa de 12 de Junho do presente ano e que são públicas – e ontem referidas por José Miguel Júdice. Desde essa data, até à minha saída da SCML, há dois meses, o processo não foi objecto de qualquer outra decisão", explica.

 

Santa Lopes diz ainda que "sobre o que se passou a partir desse momento, as questões devem ser colocadas ao actual provedor da Santa Casa da Misericórdia e à actual Mesa".

 




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