Banca & Finanças Santander cria compensação para alguns accionistas e obrigacionistas do Popular

Santander cria compensação para alguns accionistas e obrigacionistas do Popular

O banco espanhol lançou uma "acção comercial com a finalidade de fidelizar os clientes de retalho das suas redes afectados pela resolução do Banco Popular", Dá obrigações a alguns "lesados" do Popular.
Santander cria compensação para alguns accionistas e obrigacionistas do Popular
Bloomberg
Diogo Cavaleiro 13 de julho de 2017 às 19:50

O Banco Santander criou um mecanismo de compensação para os accionistas particulares que compraram acções no aumento de capital que o Banco Popular realizou em Maio do ano passado. Alguns obrigacionistas também podem beneficiar da solução encontrada, ainda que todos tenham de renunciar a acções judiciais contra o Santander. Os investidores qualificados estão excluídos.

 

O banco presidido por Ana Botín (na foto) chama-lhe uma "acção comercial com a finalidade de fidelizar os clientes de retalho das suas redes afectados pela resolução do Banco Popular", como indica o comunicado revelado ao regulador do mercado de capitais. Com a resolução aplicada em Junho, os accionistas do Popular perderam todo o seu investimento, tal como os credores com dívida subordinada. À luz das regras europeias da resolução bancária, são eles os primeiros a enfrentar perdas nos bancos alvo das intervenções.

 

O mecanismo destina-se a accionistas do Popular, mas apenas àqueles que adquiriram acções entre 26 de Maio e 21 de Junho de 2016, altura em que a instituição financeira promoveu um aumento de capital de 2.500 milhões de euros, e também aos detentores que subscreveram duas emissões de obrigações subordinadas. À solução não podem aderir os que pertenciam à administração do Popular ou os accionistas qualificados.

 

Para executar este mecanismo, os clientes vão receber obrigações perpétuas contingentemente amortizáveis do Santander sem fazer qualquer desembolso. A emissão poderá ter um valor nominal global de 980 milhões de euros. Os títulos têm de ser mantidos pelo menos sete anos, período a partir do qual são amortizáveis.

 

O valor das obrigações entregues aos investidores de retalho pretende corresponder ao montante investido, mas a percentagem diminui à medida que o valor aumenta.

 

O Santander, que espera reduzir o número de acções judiciais, pretende ter o processo de entrega das novas obrigações concluído em Setembro.

 

Na resolução do Banif, o Santander Totta, banco português detido pelo grupo espanhol, foi o comprador, e também criou uma solução para os obrigacionistas subordinados, ainda que a procura tenha sido reduzida.




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comentários mais recentes
JOSE 14.07.2017

A ANA BOTIN DEVIA INDEMENISAR OS ACIONISTAS DO BANIF NÃO SÃO MENOS QUE OS DO POPULAR ..A MIM DEIXOU-ME NA MISERIA TÕDAS AS POUPANSAS DE UMA VIDA O GOVERNO PORTUGUES MAI A ANA ARRUINARAO A MINHA VIDA NUNCA ME PASSOU PELA CABEÇA TAL COISA

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