Banca & Finanças Santander quer crescer em Portugal aproveitando debilidade de concorrentes

Santander quer crescer em Portugal aproveitando debilidade de concorrentes

O espanhol banco Santander tem "perspectivas muito favoráveis" para a operação que tem em Portugal, através do Santander Totta, e pretende crescer nesse mercado aproveitando a "debilidade" dos concorrentes portugueses que têm no país.
Santander quer crescer em Portugal aproveitando debilidade de concorrentes
reuters, bloomberg
Lusa 26 de Outubro de 2016 às 14:54

"Temos perspectivas para o banco [Santander Totta] francamente boas. Os nossos concorrentes portugueses têm uma situação de debilidade [...] e temos o desejo de crescer no mercado", disse hoje em Madrid José António Alvaréz, director-delegado do grupo Santander, na apresentação dos resultados dos primeiros nove meses de 2016.

 

Para Alvaréz, o banco Santander Totta "é de longe a entidade mais solvente e importante" do sistema bancário português, e "ao longo da crise manteve uma trajectória comercial muito positiva", apesar de uma situação em que "o mercado [português] não cresce".

 

O grupo Santander teve lucros de 4.606 milhões de euros nos primeiros nove meses de 2016, o que incluí os 293 milhões que o banco lucrou em Portugal nesse período.

 

"Temos o banco mais robusto do sistema" bancário português, insistiu um outro dirigente do banco espanhol, José García Cantera, administrador-financeiro, acrescentando que o Santander Totta está "a finalizar a integração com o Banif em linha com o que estava previsto" e isso explica "as altíssimas taxas de crescimento" dos resultados do banco em Portugal.

 

Para o administrador-financeiro "as dinâmicas comerciais também são boas em todos os segmentos, tanto de activos como de passivos e em todo o tipo de produtos".

 

"Sem dúvida alguma é o melhor banco de Portugal, que cresce muito rapidamente, contribuindo com 300 milhões de euros" para os resultados do banco Santander nos primeiros nove meses do corrente ano.

 

No relatório de contas, o banco realça que 56 % dos resultados do grupo vêm da Europa (Reino Unido, 19%; Espanha,14%; Santander Consumer Finance, 13%) e 44 % das Américas (Brasil, 20%; México, 7%), para só citar os mercados mais importantes.

 

José António Alvaréz afirmou que desconhecia em que fase se encontra o processo de venda do Novo Banco, e que, em termos gerais, o Santander analisa as oportunidades de negócio à medida que estas aparecem.




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mais votado JCG Há 6 dias

E então a comprar unidades produtivas e partes de mercado a preço subsidiado pelos concorrentes cada vez serão mais fortes em termos competitivos. Se calhar vão receber mais um bónus: o Novo Banco.

comentários mais recentes
JCG Há 6 dias

Em vez de comprar empresas pelo preço justo, fica muito mais barato "comprar" governantes que lhes vendam a empresas ao preço da uva mijona.

JCG Há 6 dias

E então a comprar unidades produtivas e partes de mercado a preço subsidiado pelos concorrentes cada vez serão mais fortes em termos competitivos. Se calhar vão receber mais um bónus: o Novo Banco.

Anónimo Há 6 dias


FP & CGA rouba os Portugueses

Os elevados valores dos salários e pensões da função pública são um roubo aos restantes cidadãos do País…

que os pagam com os cortes no seu próprio salário (impostos)!

Anónimo Há 6 dias


Se estas sanguessugas dissessem que vinham apoiar o tecido empresarial é que me espantaria. Devíamos fazer como eles fazem lá que as empresas portguesas são completamente afastadas de tudo quanto são concursos públicos em prol dos espanhois.

Se depender de mim, Santander nunca !

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