Banca & Finanças Santander Totta lucrou 436 milhões em 2017

Santander Totta lucrou 436 milhões em 2017

O Santander Totta aumentou os lucros em 10,3% para 436,3 milhões em 2017, anunciou o banco liderado por António Vieira Monteiro.
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Alexandra Machado 01 de fevereiro de 2018 às 12:21

O Santander Totta aumentou os lucros em 10,3% para 436,3 milhões em 2017, anunciou o banco liderado por António Vieira Monteiro. A instituição, que recentemente absorveu o Banco Popular, já tinha revelado o peso de Portugal no grupo espanhol. 

As impartidades caíram 62%, tendo o registo de provisões e imparidades sito de 29 milhões, o que compara com 78,2 milhões de euros há um ano. 

O "stock" de crédito aumentou 25% para 41,4 mil milhões, um crescimento que foi impulsionado pela integração do Popular. Os empréstimos aos particulares aumentaram 12,7%, tendo registado um crescimento de 45,3% no segmento das empresas.

 

Tendo em conta apenas a actividade do Santander Totta (sem o contributo do Popular), o crédito a particulares registou um aumento de 0,9% (1,1% no crédito habitação e 16% às empresas). 


O crédito em risco ficou nos 5,1%, menos 0,5 pontos percentuais. O rácio de malparado atingiu os 5,7%, um aumento de 0,6 pontos percentuais. Sem o Banco Popular Portugal ter-se-ia reduzido em 80 pontos base.

Os recursos de clientes totalizaram 36,7 mil milhões, o que representa um crescimento de 15,2%.

A margem financeira situou-se nos 696,9 milhões, o que corresponde a uma queda de 4,8%. Na conferência de imprensa para a apresentação de resultados, o presidente do banco, António Vieira Monteiro, afirmou que o Santander Totta vendeu cerca 500 milhões de euros de créditos vencidos.O que pressinou a margem, assim como a "reajustamentos na carteira de dívida pública". Vieira Monteiro concretizou que a exposição do banco à dívida pública tem diminuído, passando de 4,5 mil milhões no final de 2016 para 3,5 mil milhões actualmente.

Mas Vieira Monteiro assegurou, na conferência de imprensa, que não está preocupado com a margem financeira, já que "na actividade recorrente está a aumentar. E os primeiros números de Janeiro são já relativamente positivos".

As comissões aumentaram 8,3%, o que Vieira Monteiro diz que é por via de mais transacções com clientes e não por via do aumento das comissões.

Os custos operacionais caíram 7,6%. 

(Notícia actualizada com mais informações)




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