Banca & Finanças Santander Totta paga um mínimo de 1.200 euros a quem veio do Popular

Santander Totta paga um mínimo de 1.200 euros a quem veio do Popular

O Santander Totta vai igualar o salário mínimo em 1.200 euros para os trabalhadores efectivos. Assim, os funcionários do Popular, integrados no banco, que recebem abaixo disso serão aumentados até aí. A instituição não revela o número de beneficiários.
Santander Totta paga um mínimo de 1.200 euros a quem veio do Popular
Bruno Simão/Negócios
Diogo Cavaleiro 18 de janeiro de 2018 às 17:37

O Santander Totta decidiu que não haverá salários abaixo de 1.200 euros. Para os funcionários que já estavam no banco, não haverá alterações. Mas aqueles que vieram do Banco Popular, e que foram integrados agora no Totta, sentirão uma mudança: se auferirem remunerações mensais abaixo desse montante serão aumentados.

 

"O Banco Santander Totta acaba de integrar o Popular Portugal e decidiu, entre outras medidas, aumentar o ordenado mínimo dos ex-colaboradores efectivos do Banco Popular Portugal para o valor que é pago actualmente no Santander Totta, ou seja 1.200 euros", assinala, em nota de imprensa enviada às redacções, esta quinta-feira, 18 de Janeiro.

 

A medida, que "entra em vigor já em Janeiro", afecta apenas trabalhadores que pertenciam ao quadro do Popular, tal como também os que só os que são efectivos do Totta é que contam com este salário mínimo. Os funcionários que são prestadores de serviços de outras empresas não contam com a salvaguarda remuneratória. 

 

Em Junho de 2017, o Popular contava com 898 trabalhadores, um número que, à data, representava uma quebra de 22,5% face ao quadro de pessoal existente um ano antes. Estes funcionários juntaram-se aos 5.957 que trabalhavam no banco presidido por António Vieira Monteiro no final do primeiro semestre de 2017 que, por si, já incluíam colaboradores do Banif. 

 

Não se sabe, contudo, quantos profissionais vão beneficiar do aumento remunerário. Contactado, o banco não revelou quantas pessoas são abrangidas, nem tão pouco quais os encargos que registará com esta decisão.

 

O custo com remunerações do Popular, em Junho, era de 11,1 milhões de euros, o que, tendo em conta o número de funcionários, representa um encargo médio entre 1,7 mil e 2 mil euros por funcionário (não é claro se o banco enquadrara ou não o décimo terceiro mês neste período). O Popular foi integrado no Totta no final do ano passado, depois da medida de resolução que levou o primeiro para o grupo liderado por Ana Botín. 

 

Foi em Junho do ano passado que o Santander Totta subiu o salário mínimo praticado na instituição financeira,  de 1.000 para 1.200 euros mensais. Um número que mais do que representa o dobro dos 580 euros de salário mínimo em Portugal.




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