Banca & Finanças Santander Totta vs Millennium BCP. Qual o maior?

Santander Totta vs Millennium BCP. Qual o maior?

O Santander Totta vai incorporar o Popular em Portugal. Considerando os dados do final de 2016, o banco liderado por António Vieira Monteiro torna-se no maior banco privado em Portugal em crédito e em activos. Veja como compara a nova instituição com o BCP.
Santander Totta vs Millennium BCP. Qual o maior?
Natália Ferraz/Correio da Manhã
Sara Antunes 07 de junho de 2017 às 14:31

O Santander comprou o Banco Popular por um euro, no âmbito da medida de resolução deste último. Esta medida tem impacto nas operações em Portugal e leva a que o Santander Totta se torne na maior instituição financeira privada, em crédito e em activos.  

 

Tendo em consideração os relatórios e contas de 2016 das instituições financeiras, a fusão do Santander Totta com o Popular dá origem a uma entidade com um total de crédito concedido à economia nacional de 39,4 mil milhões de euros.

 

Este valor supera o montante concedido pelo Millennium BCP, que no final do ano passado era de 39,3 mil milhões.

 

Já em termos de depósitos, o Millennium mantém a liderança, tendo nos seus cofres quase 49 mil milhões de euros. Enquanto a entidade que surge da fusão das duas instituições ficará com 32,36 mil milhões de euros.

 

No que respeita ao activo, se analisarmos a actividade em Portugal, o Santander Totta superará o Millennium após a fusão com o Popular, ficando com um activo total de 52,9 mil milhões de euros, contra os 52,4 mil milhões do Millennium.

 

Se for considerado o consolidado das operações, o Millennium mantém-se como o maior banco privado em Portugal, com o activo a superar os 71 mil milhões de euros, considerando as actividades na Polónia e em Moçambique. Já o Santander fica com 52,9 mil milhões em activo, incluindo o Banif Bahamas.

(Correcção: Corrige valores do primeiro gráfico)




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mais votado Anónimo 07.06.2017

O que mais deve preocupar os portugueses junto do sector financeiro são os conflitos de interesse e as quebras do dever fiduciário. Conflitos de interesse como aqueles que se prendem com os resgates estatais e subsídios constantes à banca, aos banqueiros e, é bom nunca esquecê-lo, aos milhares de bancários e ex-bancários, agora aposentados, deste país. Isto constitui um onerosíssimo custo de oportunidade. As quebras de dever fiduciário prendem-se com situações de alterações de termos de contrato que prejudicam os clientes, comissões ocultas, aumento indiscriminado de comissões, burocracias anacrónicas, etc. Isto constitui um onerosíssimo custo de contexto.

comentários mais recentes
k 07.06.2017

comparar um banco falido o bcp a maior aberração da bolsa com o santander um banco sólido (a receber bancos de borla banif e popular) é o mesmo que comparar o c.u com as calças!n.amado apenas aprendeu a triturar 7 biliões de euros aos acionistas com 6 A.Capital e fez BCP medida dos chortas da fosun

Punitor 07.06.2017

Não se pode comparar a beira da estrada com a estrada da Beira. O Santander é um dos maiores bancos mundiais e continuará o seu processo de crescimento açambarcando banquetas que não aguentem a corrida. O BCP é um banco que está apenas e ainda a tentar sobreviver, mas que se puser as continhas em dia, o que não será tarefa fácil, captará mais confiança por parte dos investidores já exaustos de Aumentos de Capital...

Anónimo 07.06.2017

O que mais deve preocupar os portugueses junto do sector financeiro são os conflitos de interesse e as quebras do dever fiduciário. Conflitos de interesse como aqueles que se prendem com os resgates estatais e subsídios constantes à banca, aos banqueiros e, é bom nunca esquecê-lo, aos milhares de bancários e ex-bancários, agora aposentados, deste país. Isto constitui um onerosíssimo custo de oportunidade. As quebras de dever fiduciário prendem-se com situações de alterações de termos de contrato que prejudicam os clientes, comissões ocultas, aumento indiscriminado de comissões, burocracias anacrónicas, etc. Isto constitui um onerosíssimo custo de contexto.

Credibilidade 07.06.2017

Magnifica demonstração de confiança do mercado no BCP. Num dia em que um banco FALIU em Espanha, continua a haver investidores interessados em comprar BCP, mesmo a preços 70% acima do ultimo aumento de capital de à apenas 4 meses! Mais confiança do que isto não é possivel. Forte compra!

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