Turismo & Lazer Santos Silva: "É falso que haja turistas a mais" em Portugal

Santos Silva: "É falso que haja turistas a mais" em Portugal

O ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, garantiu hoje "ser falso que haja turistas a mais" em Portugal e em Lisboa, durante o 29.º congresso nacional da Hotelaria e do Turismo, a decorrer em Coimbra.
Santos Silva: "É falso que haja turistas a mais" em Portugal
Miguel Baltazar/Negócios
Lusa 16 de novembro de 2017 às 11:44

"É falso que haja turistas a mais no país. É falso que haja turistas a mais em Lisboa. É falso que haja turistas a mais no centro de Lisboa", sublinhou o chefe da diplomacia nacional, que recusa ainda que o Turismo "seja uma ameaça para que dimensão for".

 

Santos Silva afirmou ainda a "obrigação de explorar" a margem de crescimento que o sector ainda tem, apesar dos recordes registados, até para que "continue e se expanda" o crescimento económico e do emprego.

 

"É errado. É falso que haja turistas a mais e, do ponto de vista político, seria um disparate absoluto dizê-lo. É preciso ser franco", afirmou ainda o ministro, acrescentando que tem usado "palavras duras quando é necessário".

 

Em termos de Turismo, Portugal "já está na linha da frente, mas pode sê-lo ainda mais", garantiu Santos Silva, argumentando que essa posição não tem por base apenas razões circunstanciais, como o "efeito de moda", ser um "oásis de paz e segurança" em comparação com outros "ambientes extremamente turbulento" e a "estabilidade e resiliência social".

 

As razões circunstanciais "estão muito longe de explicar o essencial da expansão recente e há uma razão estrutural, que é característica da nossa sociedade: a nossa maneira de ser", defendeu o ministro, que elencou o traço nacional de "abertura ao outro e o cosmopolismo".

 

A "capacidade histórica de relacionamento transversal" dos portugueses é expressa e potenciada pelo Turismo, afirmou o ministro, que recordou ainda a "riqueza de recursos naturais e culturais", além dos recursos humanos de Portugal.

 

Mas o país deve ainda continuar a "oferecer novos produtos", em termos de "vivências, experiências e relação de convivência", indicou.

 

Neste congresso organizado pela Associação de Hotelaria de Portugal, a secretária de Estado do Turismo, Ana Mendes Godinho, garantiu, por seu lado, que se "está longíssimo da sobrecarga" de turistas e que situações pontuais "têm sido dirimidas".

 

A antecipação, nomeadamente com o recente lançamento do programa de sustentabilidade de Turismo, foi recordada pela governante, que notou que "em vez de chorar, se está a agir na prevenção" e a solicitar também a acção da sociedade civil.




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mais votado JCG Há 3 semanas

E fazer tal afirmação sem a fundamentar vale tanto quanto um arroto depois de comer uma açorda alentejana carregada de alho e coentros.
Vejamos um critério: o turismo começa a ser excessivo quando chega a uma dimensão que começa a desestabilizar a vida dos indígenas ou quando começa a destruir os elementos que atraíram os turistas. Por exemplo: os turistas usualmente elogiam a comida portuguesa que cá encontram; problema: qualquer dia não há restaurantes nem tascas portuguesas. Ainda recentemente abriu aqui uma chafarica tipo tasca em Almada, com nome inglês (suponho que deve fazer parte de alguma cadeia internacional), em que até a ementa tem os nomes em inglês (só inglês). Pergunta eventualmente parva: um americano vem a portugal para comer a comida (de plástico) que lá come todos os dias?

comentários mais recentes
JCG Há 3 semanas

É preciso explicar melhor? Cá vai: uma família tem 10 galinhas e 1 galo e vem comendo alguns ovos deixando outos para chocar e produzir frangos para poderem comer de vez em quando um franguito. Em dado momento, alem dos ovos e dos frangos resolvem também abater uma galinha (sem deixar uma franga para a substituir e manter o efectivo pecuário). logo, menos galinhas darão menos ovos e menos frangos e de vez em quando lá terão de abater mais 1 galinha... até que já não reste nem galinhas nem galo.

JCG Há 3 semanas

Da mesma forma que após a divulgação da existência de elementos atractivos para o turismo num certo local e ou região se gera um crescendo de afluência alimentado pela comunicação de informações positivas pelos próprios turistas, também, quando se atingir o ponto de saturação e de degradação, se vai gerar um crescendo de informações negativas e uma quebra de afluências excessiva. Tal evolução em montanha russa, em altos e baixos, não é desejável, mas antes o que se deve tentar é manter uma actividade no turismo sustentável a médio e longo prazos. É isso que se espera do Governo. É claro que os investidores internacionais o que pretendem é apanhar a maré crescente e recuperar investimentos em meia dúzia de anos, estando-se lixando para o que acontecer depois. De algum modo, há um paralelismo entre o negócio do turismo e o negócio das pescas. Nas pescas, se pescarem para além do ponto em que os stocks ou populações entrarão em quebra, com o tempo não haverá mais peixe para pescar.

JCG Há 3 semanas

E fazer tal afirmação sem a fundamentar vale tanto quanto um arroto depois de comer uma açorda alentejana carregada de alho e coentros.
Vejamos um critério: o turismo começa a ser excessivo quando chega a uma dimensão que começa a desestabilizar a vida dos indígenas ou quando começa a destruir os elementos que atraíram os turistas. Por exemplo: os turistas usualmente elogiam a comida portuguesa que cá encontram; problema: qualquer dia não há restaurantes nem tascas portuguesas. Ainda recentemente abriu aqui uma chafarica tipo tasca em Almada, com nome inglês (suponho que deve fazer parte de alguma cadeia internacional), em que até a ementa tem os nomes em inglês (só inglês). Pergunta eventualmente parva: um americano vem a portugal para comer a comida (de plástico) que lá come todos os dias?

pertinaz Há 3 semanas

QUE É QUE FAZ UM MNE NUM CONGRESSO DE TURISMO...?

FAZ TURISMO...!

QUE ESCUMALHA ESTA... PREGUIÇOSOS...!!!

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