Automóvel Scania multada em 880 milhões por cartel nos camiões

Scania multada em 880 milhões por cartel nos camiões

Quatro construtoras de camiões já tinham sido alvo de uma coima recorde de 2,9 mil milhões de euros. No âmbito do mesmo processo a Scania também vai pagar 880 milhões de euros.  
Scania multada em 880 milhões por cartel nos camiões
Bloomberg
Negócios 27 de setembro de 2017 às 11:14

O cartel que a Comissão Europeia detectou no fabrico de camiões continua a fazer vítimas. Agora foi a Scania a ser alvo de uma coima de 880 milhões de euros.

 

A unidade da Volkswagen não se mostrou disponível para chegar a acordo com a investigação que Bruxelas anunciou em Julho de 2016, pelo que só agora foi fixada a coima a pagar pela companhia.

 

No ano passado, as entidades reguladoras europeias tinham aplicado uma coima de 2,9 mil milhões de euros a quatro fabricantes de camiões - Volvo/Renault, Daimler, Iveco e DAF – alegando a violação das regras de concorrência.

 

A coima a estas quatro empresas foi a maior de sempre aplicada a um cartel, sendo que o valor total sobe agora para 3,78 mil milhões de euros. A Daimler foi alvo da coima de maior montante (mil milhões de euros), ficando agora a Scania em segundo.
 

As cinco empresas são acusadas de, ao longo de 14 anos, terem combinado entre si os preços de venda de camiões no mercado, a altura em que cada uma das empresas introduziria as tecnologias para reduzir as emissões de gases, e passarem para os consumidores os custos dessas novas tecnologias.

 

A cartelização que durou entre 1997 e 2011, foi sendo tratada por gestores de topo das empresas, muitas vezes à margem de feiras ou outros eventos, diz Bruxelas.

 

A MAN, que deu a conhecer o cartel, não paga qualquer multa, que, de outro modo, poderia ascender a 1,2 mil milhões de euros.

 




A sua opinião0
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar
pub
pub
pub
pub