Bolsa SDC Investimentos mais do que duplica cotação em duas sessões

SDC Investimentos mais do que duplica cotação em duas sessões

Depois de ganharem 32% na sexta-feira, as acções da empresa SDC Investimentos, antiga Soares da Costa, dispararam 59%. Houve uma pressão compradora, que não foi acompanhada de qualquer notícia relevante.
SDC Investimentos mais do que duplica cotação em duas sessões
Diogo Cavaleiro 02 de outubro de 2017 às 16:53

A SDC Investimentos mais do que duplicou a cotação nas duas últimas sessões. Esta segunda-feira, o avanço foi próximo de 60%.

 

As acções da entidade liderada por António Castro Henriques (na foto) fecharam nos 5,9 cêntimos, reflexo de uma valorização de 59,46% face a sexta-feira. Os títulos encerraram em valores inéditos desde Outubro de 2015.

 

Na sexta-feira, a SDC Investimentos já tinha registado uma valorização de 32%, quando passou dos 2,8 para 3,7 cêntimos.

 

A empresa tem vindo, desde a oferta pública de aquisição lançada pela Investéder (do próprio Castro Henriques), a negociar próximo dos 2,7 cêntimos, a contrapartida paga na operação.

Saiu desta zona nestas sessões devido a uma pressão compradora: um volume expressivo tanto na sexta-feira como na sessão de hoje. Foram trocados 3,4 milhões de títulos da empresa accionista da Soares da Costa Construção, acima dos 2,9 milhões de sexta-feira e bastante superior à média, que, no último semestre, foi de 660 mil acções.

 

Não houve qualquer facto relevante relativo à empresa noticiado nas últimas sessões, a não ser, na sexta-feira, o reforço de posição do maior accionista da SDC Investimentos, empresa que é presidida pelos seus gestores. 

"Não há nenhum facto relevante da empresa 'pendente de anuncio'; não há nenhuma decisão tomada acerca de eventual aumento de capital por conversão de créditos; a subida abrupta da cotação parece resultar de um movimento de mercado de natureza especulativa". Foi esta a resposta dada ao Negócios pelo presidente executivo, e accionista, António Castro Henriques. 

 

A Investéder, de António Castro Henriques e Gonçalo Santos, detém 77,3% da SDC, posição que conseguiu através da oferta pública de aquisição (OPA) em que o antigo maior accionista, Manuel Fino, alienou a sua participação, e através de compras que tem feito em mercado.

 

Neste momento, a empresa está centrada no negócio de imobiliário, depois da venda da área de concessões rodoviárias, além de continuar a ser a accionista com um terço da Soares da Costa Construções. Aliás, um dos objectivos da SDC era poder vender essa posição ao maioritário António Mesquito.

 

No primeiro semestre, a "holding" apresentou 15,7 milhões de euros de prejuízos, apresentando capitais próprios negativos de 84,9 milhões de euros.

 

A Investéder, que é a principal credora da SDC Investimentos, tinha como proposta para o futuro a possibilidade de vir a reduzir o capital, como medida de reestruturação, ou também aumentar o capital, através de uma conversão em capital dos créditos nas suas mãos. Não houve qualquer novidade nesse aspecto desde a OPA, concluída em Junho.


(Notícia actualizada às 17:50 com respostas dadas ao Negócios por António Castro Henriques)




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