Banca & Finanças “Se não tivéssemos dúvidas, já teríamos decidido”. A decisão sobre o Montepio chega em Janeiro

“Se não tivéssemos dúvidas, já teríamos decidido”. A decisão sobre o Montepio chega em Janeiro

O provedor da Misericórdia de Lisboa assegura que o eventual investimento no Montepio será feito com “a garantia de que o risco será mínimo”. Edmundo Martinho admite “salvaguardas para que Santa Casa não saia prejudicada.
“Se não tivéssemos dúvidas, já teríamos decidido”. A decisão sobre o Montepio chega em Janeiro
Miguel Baltazar
Diogo Cavaleiro 10 de janeiro de 2018 às 11:55

"Nós também temos dúvidas. Se não tivéssemos dúvidas, já teríamos decidido". A frase é de Edmundo Martinho, provedor da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, sobre o eventual investimento na Caixa Económica Montepio Geral, como admitido em Junho do ano passado quando a instituição assinou um memorando de entendimento com o grupo mutualista.

 

Segundo declarou o responsável da Santa Casa no Parlamento, as dúvidas não resultam do "interesse estratégico da oportunidade", "mas da forma como possa, ou não, vir a concretizar-se". A decisão deverá ser tomada até ao "final deste mês de Janeiro", declarou.

 

A Misericórdia "tem disponibilidades financeiras", frisou Edmundo Martinho, "que tem obrigação de saber gerir, de acautelar que continuará a ter capacidade para dar respostas na saúde, na acção social, na cultural". E a caixa económica parece-lhe um investimento mais acertado do que o imobiliário ou em acções cotadas em bolsa.

 

Aos deputados da comissão de Trabalho, Edmundo Martinho assegurou que esse foi o motivo para pedir ao Haitong Bank a auditoria que, continua, contudo, por ser apresentada.

 

De qualquer forma, o provedor desdramatizou: "Temos de facto dúvidas sobre isto, mas que nos aproximam da decisão, que não nos paralisam. É uma operação relevante".

 

Edmundo Martinho assegurou que, ainda que não haja deliberação sobre o fecho do negócio, há uma garantia: "de que o risco para a Santa Casa será mínimo, haverá salvaguardas para que a Santa Casa não saia prejudicada". Não especificou, contudo, que garantias são essas. Até aqui, em entrevista, o actual provedor asseverou que a Santa Casa terá o poder de fazer nomeações para a administração da caixa económica. 




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comentários mais recentes
Os políticos não têm juízo? Salafrários! Há 1 semana

Fizeram tantos cortes no tempo de PPC q até dói e nem é bom lembrar. E todos esses cortes são uma gota comparado com os prejuízos q deram as banquetas já somam 24,5 mil milhões de €! E a SCML em vez de se dedicar simplesmente para as funções para q foi criada, vai dilapidar 200 milhões de €!

UM AUTENTICO DISPARATE Há 1 semana

ISTO OU ANDA TUDO MALUCO OU ENTÃO NÃO SEI, A SANTA CASA ENTRAR NO MONTEPIO, UM BANCO QUE JÁ ESTEVE OU ESTÁ FALIDO, ISTO NÃO PODE ACONTECER, TEM QUE HAVER INTERESSES DE ALGUÉM, ENTÃO ONDE ESTÁ O PRESIDENTE ? OU FAZ OUVIDOS DE MARCADOR OU É FARINHA DO MESMO SACO, ISTO É REVOLTANTE

A maior borrada do séc. 21! Há 1 semana

Estava convencido q a SCML era para amparar os pobres e necessitados, afinal enganei-me, é para amparar os bancos para os gestores (des)gerirem!
Dos bancos estão a maioria q investe na bolsa escaldados até ao tutano! A desconfiança foi total!

Tem de haver luvas para esta negociata fedorenta! Há 1 semana

Os políticos q insistem nesta negociata (meio Preto incluído) deviam pagar do seu bolso caso o negócio desse para o torto (cenário muito provável). Se fosse bom negócio não faltariam investidores privados! Assim o Montepio necessita de capital fresco e Zás, vai à SCML surripiar e enganar os burros!

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