Comércio Sector cervejeiro considera “inadmissível” novo aumento de impostos

Sector cervejeiro considera “inadmissível” novo aumento de impostos

Os produtores de cerveja lamentam “a insensibilidade política” à contribuição do sector para a economia portuguesa. E consideram “inadmissível” um novo aumento do imposto sobre a cerveja em 1,5%.
Sector cervejeiro considera “inadmissível” novo aumento de impostos
Bloomberg
Sara Ribeiro 12 de outubro de 2017 às 20:43

A notícia do novo aumento em 1,5% do imposto sobre as cervejas surpreendeu pela negativa o sector. Francisco Gírio, secretário-geral da Associação Portuguesa dos Produtores de Cerveja (APCV) considera que "a confirmar-se a notícia", é "inadmissível" um novo aumento no valor do imposto sobre as cervejas e as bebidas espirituosas, que são maioritariamente importadas, mantendo o vinho inalterado", disse ao Negócios.

Para o responsável, esta medida que consta na versão preliminar da proposta do Orçamento do Estado para 2018 demonstra que "existe grande insensibilidade por parte do Governo ao não reflectir o contributo do sector para a economia portuguesa". "É uma frustração", lamentou.

O secretário-geral da APCV relembrou que o sector cervejeiro contribui para as exportações com 250 milhões de euros e com 70 mil postos de trabalho directos e indirectos.

Números que foram recordados ao Governo recentemente, no âmbito das reuniões com os vários sectores de actividade para a elaboração do Orçamento do Estado para o próximo ano.

Nessa reunião, a APCV apelou a que o imposto sobre a cerveja se mantivesse inalterado em 2018, até porque no ano passado já tinha aumentado 3%.

Um novo aumento é "um facto negativo para a indústria, incluindo os cervejeiros artesanais. "Não conseguimos compreender a insensibilidade política total", criticou.

De acordo com uma versão preliminar da proposta de Orçamento do Estado para 2018 as cervejas vão passar a pagar um imposto que começa nos 8,34 euros por hectolitro para os volumes de álcool mais baixos e que vai até aos 29,30 euros por hectolitro no caso dos volumes de álcool mais elevados, o que traduz um aumento de 1,5%.




A sua opinião11
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar
comentários mais recentes
Anónimo Há 1 semana

http://semtraste.blogspot.pt/2017/08/os-novos-radicais.html

Anónimo Há 1 semana

Como se o pessoal deixasse de beber........
O tabaco aumenta e continua a haver sempre mais lucros.

Mr.Tuga Há 1 semana

"inadmissível" porquê ?!?!?!?!?!!?!?!?!?

É um bem de 1ª necessidade ?!?!?!
Vão trabalhar MALANDROS e deixem de gastar MILHOES em publicidade nos ASNOS imbecis do fuitibóis....

General Ciresp Há 1 semana

Mais ou menos assim:saida da politica activa de Jeroen Dijsselbloem acabam-se os copos,em Janeiro saida do eurogroep acabam-se as mulheres.Agora resta perguntar:e que vao fazer os viciados destas duas gloseimas a seguir?Umas dicas:limpar matas q os refugiados nao limpam,ajudar os velhinhos abandonad

ver mais comentários
pub
pub
pub
pub