Banca & Finanças Seguradoras defendem um novo produto de poupança com benefício fiscal

Seguradoras defendem um novo produto de poupança com benefício fiscal

Presidente da APS defende que os PPR foram desvirtuados e que é altura de criar um produto novo, com resgates mais difíceis antes da hora da reforma mas com benefícios fiscais anuais.
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Tiago Freire e Rosário Lira
Tiago Freire Rosário Lira 29 de outubro de 2017 às 12:00
As seguradoras portuguesas querem voltar a incentivar a poupança de longo prazo, e para isso defendem a criação de um produto novo que possa desempenhar o mesmo papel que coube aos PPR até há alguns anos. José Galamba de Oliveira, presidente da Associação Portuguesa de Seguradores, já apresentou a ideia ao Governo.

Em entrevista ao programa Conversa Capital, da Antena 1 e do Jornal de Negócios, o responsável salienta que "faz sentido equacionar um novo PPR, que nós internamente chamamos de PIR, um Plano Individual de Reforma. Mas é um novo PPR, mais uma vez virado para a reforma, as pessoas põem ali o dinheiro e ele fica lá até à sua idade de reforma". Isto porque as regras dos PPR mudaram há uns anos, flexibilizando os resgates (já não só na reforma) e perdendo o benefício fiscal.

A proposta é que o PIR seja realmente um produto de longo prazo mas com benefício fiscal anual, para dar um incentivo mais palpável no curto prazo e com efeitos positivos na reforma dos investidores. 

Segundo Galamba de Oliveira, o Governo não se comprometeu mas o diálogo continua. 

A Conversa Capital pode ser escutada na íntegra na Antena 1, neste domingo a partir da 1 da tarde, e pode ser lida na edição de segunda-feira do Jornal de Negócios.



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mais votado Fazer ganhar mais o Investidor e o Estado Há 3 semanas

Nada a opor à sugestão de quem faz o seu papel de defesa das suas damas (não obstante muitas das quais representarem interesses de acionistas que já não são nacionais).
Mas o que mais interessa é oferecer aos Portugueses alternativas de investimento que, ao contrário dos Depósitos, possam recompensar devidamente o sacrifício de poupar adiando o consumo, para um dia poder consumir mais.
A via poderão ser instrumentos criados pelos Seguros, que têm experiência de gestão de ativos e, embora a sua competência na matéria possa apenas refletir de forma ótima os objetivos e as restrições a que estão sujeitos– a verdade é que alguma coisa se aproveitará (não obstante uma estrutura de custos mais pesada e estratégias de investimento mais restritas que as dum investidor privado).
O que também se sugere é que fosse concedido aos privados a possibilidade de eles próprios construírem o seu PPR, adiando-se (sem se perdoar) o pagamento das mais valias.Com tal poderia ganhar o Investidor e o Estado.

comentários mais recentes
bazanga Há 3 semanas

O estado já demonstrou que não é pessoa de bem e que muda as regras a meio do jogo. Logo, nop, nem pensar.

RE: Fazer ganhar mais o Investidor e o Estado Há 3 semanas

“O que também se sugere é que fosse concedido aos privados a possibilidade de eles próprios construírem o seu PPR”
Que os Políticos te ouçam porque poderia ser o ideal para induzir os Tugas a investirem na Bolsa e, com o estimulo dos possíveis ganhos, a pouparem mais acautelando o futuro deles e dos filhos.
Contra tal sugestão vão levantar-se interesses instalados evocando inquéritos do BP sobre o nível de literacia (ignorância) financeira da generalidade dos Tugas, e por tal, a conveniência em fazer passar os investimentos pelos bancos, alguns dos quais têm profissionais competentes que não encaram a gestão de investimentos como simples “tachos”.
É certo, mas o pior é que num sistema oligopolístico como o dos investimentos em Portugal, e com uma CMVM a não fiscalizar se as comissões cobradas são ou não razoáveis (como exigido pelo código da associação de fundos), será ainda hoje prudente não limitar aos investidores coletivos os estímulos para fazer regressar os Tugas à Bolsa.

Vitor Melo Há 3 semanas

...altura de criar um produto novo, com resgates mais difíceis antes da hora da reforma...

majoradas em 10 %, por cada ano ou fracção,
achas pouco?

Art.º 21.° EBF
4 - A fruição do benefício previsto no n.º 2 fica sem efeito, devendo as importâncias deduzidas, majoradas em 10 %,

Cada macaco no seu galho/ não me canso de falar Há 3 semanas

No atual mundo ultracompetitivo da gestão de investimentos ganha-se ou perde-se a competição por melhores relações rendibilidades/risco, pelo grau de ajustamento das estratégias seguidas aos objetivos concretos prosseguidos, e às restrições a verificar em múltiplas dimensões.
Os objetivos e as restrições específicas da gestão de ativos das companhias de seguros não são exatamente os mesmos dos fundos de investimento mobiliários ou dos imobiliários ou dos de pensões ou dos hedge funds, ou dos family offices ou, no limite, de cada investidor privado em particular (que não deixa de ter vantagem em levar a cabo uma gestão de ativos exatamente otimizada em função do seu caso particular).
Para obter o máximo de resultados da gestão de ativos, no interesse prioritário dos Investidores, do País e de quem comercializa os seus serviços com preocupações de qualidade, há todo o interesse no que diz Caetano Veloso na sua canção:
“Cada macaco no seu galho/Eu não me canso de falar”.

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