Construção Seguranças expulsam trabalhadores da obra Monumental no Porto. Soares da Costa condena actuação

Seguranças expulsam trabalhadores da obra Monumental no Porto. Soares da Costa condena actuação

"Em relação aos mais de 100 trabalhadores que têm estado a executar a obra e que ficam sem posto de trabalho a partir deste momento, bem como aos prestadores de bens e serviços, a Soares da Costa tentará encontrar uma solução digna e que vá ao encontro dos seus interesses", diz a construtora em comunicado.
Seguranças expulsam trabalhadores da obra Monumental no Porto. Soares da Costa condena actuação
Negócios 05 de novembro de 2017 às 21:38

"A Soares da Costa e os trabalhadores da obra em curso denominada "Hotel Monumental" (Porto, avenida dos Aliados) foram confrontados na tarde de hoje, 5 de novembro de 2017, com uma acção violenta por parte de elementos de uma empresa de segurança privada, que supostamente actuavam em nome do proprietário do espaço, a empresa Monumental Palace, SA.", refere a construtora em comunicado enviado às redacções.

 

Esses elementos, segundo o documento da empresa liderada por Joaquim Fitas, "ocuparam o local da obra e expulsaram os trabalhadores, negando acesso ao local de trabalho".

 

Esta acção estará relacionada com os acontecimentos mais recentes na obra, nomeadamente uma greve – convocada devido a um atraso de três dias no pagamento de salários – e a ameaça feita na comunicação social de denúncia do contrato de execução da obra do referido hotel, antecipa a Soares da Costa.

A Soares da Costa informa, no mesmo comunicado, que participou à PSP do Porto esta ocorrência.

 

Além disso, a Soares da Costa "não se revê e lamenta esta atitude, demarca-se em absoluto deste tipo de acção e está a avaliar a situação do ponto de vista jurídico".

 

"Em relação aos mais de 100 trabalhadores que têm estado a executar a obra e que ficam sem posto de trabalho a partir deste momento, bem como aos prestadores de bens e serviços, a Soares da Costa tentará encontrar uma solução digna e que vá ao encontro dos seus interesses", conclui o comunicado da empresa.

Recorde-se que a Soares da Costa, acusada pelo empresário Mário Ferreira de "desvios" das verbas que o dono da obra adiantou para evitar a suspensão de fornecimentos, serviços e trabalhos na construção do Monumental Palace Hotel, sublinhou na sexta-feira em comunicado que não iria "dirimir conflitos ou interpretações de contratos na praça pública".

Apesar da ressalva, a construtora – que reiterou a intenção de apresentar um novo Plano de Recuperação (PER) ainda este mês – "recusa veementemente a ideia de que poderia ter desviado verbas afectas a determinado contrato para outros fins que não o cumprimento das suas obrigações fiscais, laborais e para com os seus clientes".




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