Vinho "Selo à cavaleiro" deixa de ser obrigatório no vinho do Porto

"Selo à cavaleiro" deixa de ser obrigatório no vinho do Porto

O Governo decidiu tornar facultativa a colocação do clássico selo de garantia no gargalo das garrafas de vinho do Porto. Os produtores e comerciantes da região do Douro aplaudem esta alteração regulamentar.
"Selo à cavaleiro" deixa de ser obrigatório no vinho do Porto
António Larguesa 08 de fevereiro de 2018 às 10:47

Quando abrir uma garrafa de vinho do Porto já não terá de rasgar o chamado "selo à cavaleiro", um selo de garantia que os engarrafadores tinham de colocar no gargalo, "passando sob ou sobre a cápsula" para que ficasse inutilizado aquando da abertura.

 

Através de decreto-lei, o Governo decidiu agora tornar "facultativo o procedimento de selagem das garrafas de vinho com denominação de origem Porto por aposição de selo no gargalo". A nova orientação, que tinha ido a Conselho de Ministros no final de Janeiro, foi publicada em Diário da República esta quinta-feira, 8 de Fevereiro.


"As inovações verificadas no domínio da segurança dos selos de garantia e a evolução dos meios de comunicação e promoção tornam esta exigência particular em relação ao modo de aposição dos selos de garantia na denominação de origem Porto injustificada, sendo pois conveniente mantê-lo apenas como forma facultativa de aposição, deixando a decisão ao engarrafador", justifica o Governo.

 

Nesse diploma, assinado pelos ministros Augusto Santos Silva (Negócios Estrangeiros), Luís Capoulas Santos (Agricultura) e pelo secretário de Estado Adjunto e do Comércio, Paulo Ferreira, o Executivo sublinha que a alteração teve a concordância do Conselho Interprofissional do Instituto dos Vinhos do Douro e do Porto (IVDP), um organismo que junta os produtores e os comerciantes da mais antiga região demarcada do mundo.

 

Apesar de acabar com o "selo à cavaleiro", o estatuto que disciplina os símbolos e os selos de garantia nas denominações de origem Porto e Douro e na indicação geográfica Duriense continua a prever que os vinhos só podem ser comercializados se exibirem um selo de garantia – aprovado e emitido pelo instituto público presidido por Manuel Cabral –, que deve ser numerado sequencialmente para "permitir um adequado controlo de utilização" dos produtos.




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comentários mais recentes
Paulo Reis Há 1 semana

Mais uma ideia dos idiotas que nos governam. Nunca vi tanta burrice junta. Facilidades e facilitismo.

Porreiro. Há 1 semana

Porreiro, pá. Tenho aqui umas garrafitas clandestinas que nem aos amigos mostrava, mas agora vou começar a facturar com elas. Não dará para um mercedes, mas talvez chegue para um par de patins para oferecer à patriótica luminária que tirou da cartola esta ideia que nem ao diabo lembrava. Bravo!...

Anónimo Há 1 semana

Mas aplaudem o que? o facto de ficar +facil falsificar um dos melhores produtos do mundo? se calhar é mm o que eles querem pois, p venderem gato por lebre . Ou é pra poupar uns trocos no selo? de qq das formas...era uma materia urgente sem duvida, o pais fica mt melhor...eh so governantes iluminados

José Silva Há 1 semana

Asneira . E das grandes . A fraude e o vinho a "martelo" vaõ voltar . Engarrafamento no estrangeiro facilitado.

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