Banca & Finanças Francisco Cary acumula administração da CGD com presidência do Caixa BI

Francisco Cary acumula administração da CGD com presidência do Caixa BI

A Caixa assegura que Sérgio Monteiro não é o novo líder do CaixaBI. A opção recaiu sobre um seu administrador, Francisco Cary, que já esteve no BESI.
Francisco Cary acumula administração da CGD com presidência do Caixa BI
Negócios 10 de janeiro de 2018 às 09:14

Francisco Cary é o novo presidente do CaixaBI, a casa de investimentos do grupo bancário onde já é administrador.

 

A informação foi dada pela Caixa Geral de Depósitos, depois de a SIC Notícias ter avançado que Sérgio Monteiro era a escolha de Paulo Macedo para o CaixaBI.

 

"A Caixa Geral de Depósitos não confirma essa informação. Os órgãos sociais para mandato em curso estão nomeados, sujeitos a apreciação pelo BCE, e o presidente indicado é o Dr. Francisco Cary", disse ao Negócios, depois de confrontada com a notícia sobre a nomeação de Sérgio Monteiro, que já trabalhara na instituição.

 

Francisco Cary é administrador executivo da CGD, onde já tem o pelouro do banco de investimento. Agora, assume a presidência directa, não executiva, do CaixaBI. No curriculum, já teve a passagem pelo BES Investimento e pela administração do Novo Banco. 


Neste momento, Joaquim Souza é o presidente executivo do CaixaBI. 
 

Sérgio Monteiro não quis fazer comentários ao Negócios. O ex-secretário de Estado das Infraestruturas, Transportes e Comunicações do governo de Passos Coelho, onde se cruzou com Paulo Macedo como ministro da Saúde, foi contratado pelo Banco de Portugal em Novembro de 2015, ainda em período de embate eleitoral nas legislativas, para liderar a segunda tentativa de venda do Novo Banco.

Na altura a sua contratação chamou a atenção por passar directamente do governo para o BdP, mas também pelo ordenado mensal bruto de 25,4 mil euros que foi auferir no âmbito de contrato de prestação de serviços ao regulador, com duração de três meses, e que foi renovado até Março de 2017. 

Após o acordo de venda à Lone Star que veio a ser firmado no arranque de 2017 – e que colocou o processo negocial nas mãos do Governo – Sérgio Monteiro passou a consultor do banco central, ficando ainda assim a ganhar em torno de 10 mil euros mensais, noticiou o Negócios na altura.


(Notícia actualizada às 12:57 para incorporar o desmentido da Caixa Geral de Depósitos; actualizada com indicação de que cargo de Francisco Cary será não executivo)




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mais votado Caixa Gestão de Ativos e CGD Pensões ? ! Há 1 semana

O que se passa?
Gerem ativos de perto de 3o biliões de € e estão sem administrações aprovadas respetivamente há mais de 1 e 2 anos !!!
O respeito devido, o sossego e a confiança de quem compra fundos de investimento ou tem o seu fundo de reforma gerido pela CGD Pensões (caso dos trabalhadores da CGD), faz compreender todas as preocupações de diligência e prudência.
Mas também aconselha a que não se abuse do adiamento de tomada de decisões,
o que tem sempre efeitos negativos em actividade sensível e hiper-competitiva.
Atividade em que o moral é fator estratégico para a obtenção de resultados com a qualidade que em qualquer momento se desejaria, e seria importante.
Mas que, por maioria de razão, neste momento em que o estímulo à poupança por via da remuneração dos Depósitos, é quase nulo,
ainda mais desejável e importante será.

comentários mais recentes
RE: Anónimo Há 1 semana

Mas também tem Gente de muito valor,
por vezes abusivamente utilizados não ao serviço dos interesses dos clientes e da instituição,
mas para darem apoio à concretização de ávidas ambições profissionais pessoais
de quem vem de fora,
e não muito ânimo e preparação específica para lutar e trabalhar criativamente pelo interesse dos clientes.
E o que não deixa de ser de “bradar aos céus” é que, suponho, ainda haver legislação comunitária que por exemplo impede no campo da Gestão de Ativos, que, funcionários das instituições comercializadoras, por possíveis conflitos de interesses, obtenham ou mantenham “tachos” de administração nas instituições gestoras.
Tal terá sido alvo de atenção a nível oficial,
mas a posição (salvo mudança recente) terá sido a de:
não tomar posição sobre assunto delicado,
e afectando pelo menos 2 poderosas gestoras!

Anónimo Há 1 semana

Coitados dos clientes .. essas empresas dentro da Cgd, estao cheias de parasitas.. sao ninhos de sanguesugas...a unica Competiçao que existe sao as sanguesugas a alimentarem o mais que podem...é unico servico publico que prestam

RE: Caixa Gestão de Ativos e CGD Pensões ?! (2) Há 1 semana

Terá interesse esclarecer porque:
“a análise da história profissional dos principais responsáveis e técnicos, é neste momento considerado o fator mais relevante”
O que mais interessa nos estudos de “due diligence”, é tentar inferir da possível existência de fatores não meramente circunstanciais e temporários, que possibilitem criar expectativas fundadas de bons resultados futuros.
Ora, no atual momento histórico dos Mercados de Capitais, que estão muito próximos da quase eficiência absoluta - os fatores que se têm verificado persistirem mais no tempo, por quase impossíveis de plagiar, são exatamente a competência e o talento.
De um e de outro, não haverá nem nunca houve, míngua em Portugal.
O essencial será, contra “ventos e marés”, contra interesses parasitários instalados - não sabotar, mas ao invés potenciar o cabal aproveitamento do muito acervo de competência e talento que em Portugal continua a existir.
E também na área da Gestão de Ativos, como muitos de fora o reconhecem.

RE: Caixa Gestão de Ativos e CGD Pensões ? ! Há 1 semana

O atraso terá certamente fundamentadas razões, não se sabendo da responsabilidade de quem.
Mas, seja como for, não recomendando o seu prolongamento - está o facto
(além naturalmente do efeito negativo sobre quem trabalha nas referidas gestoras),
de o Pais e o nosso Mercado de Capitais, ter interesse em captar capitais externos.
E sabe-se de “ciência certa” haver investidores institucionais não nacionais que, quando pensam em investir em Portugal, não deixam logicamente de pensar nos fundos da Caixa.
Ora a primeira coisa que fazem é desencadear trabalhos de “due diligence”.
Nestes, se a análise de resultados passados continua a ter relevância - a análise da história profissional dos principais responsáveis e técnicos, é neste momento considerado o fator mais relevante.
Imagine-se assim o efeito, num meio em que necessariamente as preocupações de rigor imperam, de encontrar gestoras da instituição bancária mais importante em Portugal, sem administrações aprovadas há 1 e 2 anos !

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